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Apresentação/Introdução Insegurança alimentar (IA) é o não atendimento ao direito básico de alimentação regular e permanente em quantidade e qualidade sem comprometer outras necessidades e, em 2022, afetava mais de 120 milhões de brasileiros, sendo 33 milhões de forma grave. Entre universitários pode impactar negativamente no desempenho acadêmico, provocando retenção e abandono das instituições de ensino superior. Objetivos Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de IA entre estudantes universitários, e analisar sua associação com características sociodemográficas e com o nível de dificuldade relatado para se manter na universidade. Metodologia Estudo observacional transversal realizado com estudantes de graduação da Universidade Federal da Paraíba, maiores de 18 anos. A coleta de dados ocorreu entre agosto e setembro de 2024, por meio de questionário online (Google Forms), contendo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, questões sociodemográficas e autorreferência de dificuldades de permanência na universidade. A análise dos dados foi realizada no software Jamovi, com teste de associação Qui-quadrado e construção de modelos de regressão log-linear simples e múltipla, adotando-se nível de significância de pResultados Entre 293 estudantes incluídos aleatoriamente, a prevalência de IA foi 60,4%, sendo 6,5% grave. Estudantes do sexo masculino tiveram maior frequência de IA grave e sete de oito que declararam serem de sexo não binário apresentaram IA. Morar com os pais, trabalhar, maiores rendas foram fatores protetores da IA. Comida, moradia e transportes foram as maiores despesas declaradas pelos estudantes em IA. Quando comparado com estudantes em segurança alimentar (SA), estudantes em IA grave tiveram razão de prevalência (RP) de 2,3 de considerar a universidade um sacrifício e RP de trancar ou abandonar o curso de 2,1, 3,5 e 3,4 para os estudantes em IA leve, moderada e grave, respectivamente. Conclusões/Considerações Os estudantes apresentaram alta prevalência de IA associada a maior dificuldade de se manter na Universidade. Estes tiveram suas maiores despesas com itens básicos indicando vivências da cidadania limitadas. A Universidade é um meio de romper o ciclo intergeracional da pobreza, mas os investimentos realizados pelas universidades públicas são insuficientes para reduzir as desigualdades sociais se não garante direitos básicos para todos estudantes.
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