INSEGURANÇA ALIMENTAR E CONSUMO DE ULTRAPROCESSADOS DE GESTANTES EM VULNERABILIDADE SOCIAL NO DISTRITO FEDERAL

Vol 3, 2025 - 222175
Pôster Eletrônico
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Apresentação/Introdução Estudos com gestantes brasileiras indicam prevalência de insegurança alimentar (IA) entre 34,8% e 71,5%. Durante a gestação, intensas mudanças fisiológicas e nutricionais ocorrem, e a vulnerabilidade social pode comprometer o acesso e a qualidade da alimentação. O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados representa risco adicional à saúde materno-infantil e desafio para a saúde pública. Objetivos Investigar a associação entre a IA e consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) de pessoas gestantes em vulnerabilidade social residentes de Brasília/Distrito Federal (DF). Metodologia Estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (CAAE: 74522423.6.0000.0030). Participaram pessoas gestantes, com 18 anos ou mais, inseridas no Cadastro Único. Foram aplicados questionários sociodemográficos, econômicos, gestacionais, obstétricos, insegurança alimentar (Escala EBIA) e consumo alimentar (instrumento Vigitel). Para avaliar a associação entre IA e o consumo de 5 AUP e 5 alimentos não ou minimamente processados protetores para doenças crônicas no dia anterior à entrevista, foram realizadas análises bivariadas por meio do teste exato de Fisher. Considerou-se um nível de significância de 5% (pResultados O estudo incluiu 197 gestantes, com média de idade de 28 anos. A maioria era parda (54,8%), solteira (56,9%) e desempregada (73,6%). A IA esteve presente em 81,2% (32,5% IA leve, 26,4% moderada e 22,3% grave). Do total, 21,3% consumiram 5 grupos de alimentos não ou minimamente processados considerados protetores para doenças crônicas no dia anterior à entrevista. Já o consumo elevado de alimentos ultraprocessados (5 grupos) foi observado em 22,8% da amostra. Não houve associação significativa entre insegurança alimentar e consumo de alimentos protetores (p=0,657) ou ultraprocessados (p=1,000). Conclusões/Considerações Elevadas prevalências de insegurança alimentar foram observadas entre gestantes em situação de vulnerabilidade social. Apesar disso, não houve associação significativa entre insegurança alimentar e o consumo de alimentos ultraprocessados ou protetores.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Eixo Temático
  • Eixo 02 - Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva