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Apresentação/Introdução Os perfis de saúde-doença dos povos indígenasl, correlacionam-se com a sua interação com a sociedade, junto com a restrição de terras, introdução de doenças nessa população, antes desconhecidas, as relações socioeconômicas e acesso aos serviços de saúde e educação. Apesar das mudanças e avanços a atenção à saúde indígena, ainda existem lacunas sobre a situação em saúde desses povos Objetivos Dessa forma este trabalho teve por objetivo geral avaliar a morbidade, doenças de notificação compulsória, no período de 2016 a 2020, na população indígena do Ceará. Metodologia Realizou-se estudo quantitativo, de abordagem descritiva. Avaliou-se o período de 2016 a 2020, tendo como fonte de dados os casos de morbidade, de notificação compulsória, informadas no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIAS)I e Painel SIASI.A pesquisa será realizada no estado do Ceará, em 17 municípios que possuem população cadastrada e atendida no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI-SUS) do Distrito Sanitário Especial Indígena- DSEI-Ceará. No período avaliado, o DSEI-Ceará tinha como organização abrange nove Polos Base, distribuídos em 18 municípios. Resultados No período de avaliação, houve uma média 52,6 notificações de casos por ano. As doenças sexualmente transmissíveis e transmitidas por vetores, representaram 27% e 24,3 % do total dos casos registrados, respectivamente. Em relação aos registros por sexo, notou-se, entre nos anos de 2016 a 2020, 54% (142) dos casos notificados foram de mulheres. Os homens foram frequentes na notificação por sífilis não especificada 60,4% (29). Já a população feminina, foi predominante nas notificações por Tuberculose 51,5% (17); Hanseníase 52,6% (10) e Violência interpessoal/ autoprovocada 76%. Conclusões/Considerações É importante destacar que além da fragilidade dos fluxos para registro e interoperabilidade entre os sistemas, uma significativa limitação é a deficiência na completude da variável raça/cor indígena no SINAN. também apontado em outros estudos, o que prejudica a identificação dos casos, consequentemente, subnotificação e dificuldades na análise de situações de inequidades de saúde na população indígena.
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