IMPLANTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE (PICS) EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) NO SUS.

Vol 3, 2025 - 225303
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Resumo

Período de Realização O relato de experiência compreendeu o período de julho de 2022 até 2024. Objeto da experiência Implantação e implementação de PICS para ofertas aos usuários do SUS como terapias complementares aos atendimentos médicos das equipes da ESF. Objetivos Assegurar e manter com qualidade a implantação de novas PICS e implementação de outras já ofertadas nas sete equipes da ESF na UBS da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e que funciona no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP)/Fiocruz. Descrição da experiência Essa experiência registra a gestão solidária e participativa entre União e Município e as estratégias para a continuidade e diversificação das PICS por meio de um trabalho multiprofissional com terapeutas servidoras públicas e terceirizadas. As ofertas de PICS aconteceram por demanda espontânea para os usuários do SUS, trabalhadores e estudantes da ENSP. As formações em PICS ocorreram em parceria com a Gerência de PICS da SMS-RJ e por licitação pelo Grupo de Trabalho PICS ENSP. Resultados A integração de recursos humanos e materiais da ENSP/MS e da SMS-RJ viabilizaram, após capacitações, a implantação da Aromaterapia, Reiki e Reflexoterapia e a implementação da Auriculoterapia e Terapia Comunitária Integrativa. No grupo de Tabagismo da ESF foram ofertadas Auriculoterapia e Aromaterapia para contribuir com o tratamento da dependência do tabaco. A escuta terapêutica acolhedora criou vínculos com os usuários e resultou em maior adesão às PICS nos espaços de ofertas semanais. Aprendizado e análise crítica Os aprendizados que asseguraram as ofertas, adesão e manutenção das PICS foram as escolhas por PICS de fácil aplicação, de baixo custo e potencial invasivo (com exceção da Aromaterapia) e a qualidade das formações, de seus conteúdos teóricos e práticos. Aspectos críticos englobam falta de espaços físicos, dificuldade da supervisão dos estágios pelos terapeutas que atendem um grande número de pessoas num tempo curto e ausência significativa de terapeutas formados durante as ofertas de PICS. Conclusões e/ou Recomendações É crucial que a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) atue em conjunto com a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) para que a formação e o desenvolvimento contínuo dos profissionais garantam a qualificação e o aperfeiçoamento das PICS. É urgente regulamentar as formações e a categoria profissional em PICS para que os terapeutas possam registrar seus atendimentos no sistema público de saúde.

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  • Eixo 27 - Racionalidades Médicas, Práticas Integrativas e Complementares, e Medicinas Tradicionais