IMPACTO AMBIENTAL DAS COMPRAS PÚBLICAS DE CARNES DO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (PNAE): O CASO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Vol 3, 2025 - 219371
Comunicação Oral
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Resumo

Apresentação/Introdução O PNAE atende diariamente mais de 1 milhão de estudantes da rede pública da cidade de São Paulo, que consomem cerca de 2,5 milhões de refeições. Os cardápios seguem as diretrizes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação; no entanto, essas diretrizes não contemplam o impacto ambiental dos alimentos ofertados, e não há informações disponíveis sobre os efeitos ambientais desses cardápios. Objetivos Estimar o impacto ambiental das compras públicas de carnes realizadas pelo PNAE no município de São Paulo em 2022. Metodologia A identificação do quantitativo total de carnes adquirida foi feita considerando os cardápios servidos na rede municipal em 2022, o número de refeições servidas/consumidas e o per capita para cada faixa etária. A estimativa do impacto ambiental foi realizada com base nas emissões de gases de efeito estufa (kgCO₂eq) por meio de indicadores propostos por Poore & Nemecek (2018). Resultados Foram analisadas 2908 escolas e foram servidas 229.338.143 refeições contendo carnes e ovos, totalizando o consumo de 8.980 toneladas desses alimentos. A carne bovina foi a mais ofertada, com 3131t (35%), seguida por frango (1.941t-22%), ovos (1369t-15%), carne suína (1333t-14%) e peixe (1170t-13%). A pegada de carbono associada ao consumo de todos os tipos de carnes e ovos foi de 405.082t CO2eq, sendo que a pegada da carne bovina foi de 363.822t e representou 90% do total estimado. O frango contribuiu com 18148t CO2eq (5%), os ovos 9829t(2%), os peixes 8190t (2%) e a carne suína 5092t (1%). A pegada de carbono equivale ao combustível necessário para 50 mil voltas de carro ao redor da Terra. Conclusões/Considerações Observa-se que a carne bovina foi a mais servida nas escolas municipais de São Paulo e a que mais contribuiu para as emissões de gases de efeito estufa associadas ao consumo de carnes. Espera-se que esses achados contribuam para que o FNDE incorpore aspectos ambientais e climáticos em suas recomendações nacionais e que gestores municipais considerem a sustentabilidade nas compras públicas, promovendo uma alimentação escolar mais sustentável.

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  • Eixo 02 - Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva