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Período de Realização De abril de 2023 a Dezembro de 2025 Objeto da experiência Socioeducadores e adolescentes que estão cumprindo medida socioeducativa em uma unidade de internação restrita (2 profissionais e 8 jovens por grupo) Objetivos Proporcionar trocas de experiência entre jovens e socioeducadores sobre temas de educação em direitos humanos e promoção da saúde em uma unidade de internação restrita. Estimular trocas dialógicas e fomento a construção crítica do conhecimento entre os sujeitos da comunidade socioeducativa Metodologia Foram formados coletivos com participação ativa de adolescentes cumprindo medida socioeducativa em uma unidade de internação restrita que funcionam no contraturno escolar de forma quinzenal. Os grupos intitulados “Ideia Sadia” foram nomeados pelos participantes que também votam nos temas a serem debatidos e escolhem as metodologias ativas a serem desenvolvidas em cada encontro. Esses debatem temas sobre saúde na concepção ampliada, na diversidade de assuntos de interesse dos jovens. Resultados Já foram abordados temas como amor; rejeição; uso, abuso e dependência de substâncias psicoativas; justiça; cultura periférica; esperança; trabalho; escolarização; racismo; tatuagem; alimentação; prática de exercícios físicos; masculinidade, entre outros, espaços esses em que os jovens escolhem convidados, filmes, documentários, elaboram músicas, desenhos, e utilizam tecnologias diversas para fomento a expressão artística e de opinião crítica. Análise Crítica É um desafio compreender a realidade dos jovens e fazer trocas de saberes de forma horizontal em um espaço institucional disciplinar. A Política Nacional de Educação Popular em Saúde nos orienta para uma ética militante e profissional comprometida com o usuário da política da socioeducação. O diálogo, a problematização, as mediações para emancipação, a construção compartilhada do conhecimento traz reflexões sobre novas formas de socialização com menos violência que inspiram novos projetos de futuro. Conclusões e/ou Recomendações Os coletivos de jovens constroem contra hegemonia por constituir espaços formativos embasados nos saberes dos jovens negros periféricos que renovam as práticas institucionais com criatividade. Essas dinâmicas criam fissuras nas hegemonias da cultura punitivista vigente. São momentos esses, que expressam liberdade e permitem a produção de saúde e expressão da vida.
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