Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Apresentação/Introdução Pessoas gordas têm menor probabilidade de obter um emprego (Kesaite; Greve, 2024). No Brasil, entrevistas com cerca de 700 pessoas gordas informam que 48% já sofreu gordofobia no emprego; 57,6% já se sentiu prejudicado em processos seletivos de trabalho em razão do excesso de peso (Carneiro, 2022). A gordofobia é interseccionada pelo gênero, pois o estigma é menor para homens (Kesaite; Greve, 2024). Objetivos Esta pesquisa interseccional visa investigar a relação entre gênero, gordofobia e assédio moral nas relações laborais brasileiras, com análise de casos de assédio moral gordofóbico no Tribunal Superior do Trabalho. Metodologia sta pesquisa é transdisciplinar, pois articula conceitos da área da saúde coletiva, do direito do trabalho, dos estudos decoloniais e de gênero, sob o método interseccional. Trata-se de um estudo baseado em análise de conteúdo quanti-qualitativo, derivado de dados secundários de revisão de literatura e dados primários decorrentes da jurisprudência do TST. Para a pesquisa jurisprudencial são adotados os seguintes critérios: i) Palavras-chave ligadas à pertinência temática; ii) Análise do gênero e raça da pessoa ofendida; iii) Delimitação das formas de gordofobia; iv) Mapeamento dos danos gerados à saúde e à carreira das trabalhadoras que sofreram esta violência psicológica. Resultados Baseando-se no estudo realizado por Filgueiras (2024), acredita-se que a pesquisa jurisprudencial possa revelar os seguintes eixos de assédio moral gordofóbico feminino: (i) utilização da palavra gorda como xingamento; (ii) associação do corpo feminino gordo a características morais negativas; (iii) apelidos pejorativos como forma de gordofobia recreativa; (iv) fiscalização do peso e do ato de comer; (v) imposição de padrões magros característicos de pessoas brancas; (vi) ofensas relacionadas ao corpo gordo em contexto de gestação; (vi) ofensas relacionadas ao corpo gordo feminino associadas à violência racial. Conclusões/Considerações Tem-se como hipótese que, em razão da corpornormatividade colonial, corpos gordos femininos, especialmente negros, sejam os mais atingidos por assédio moral, o que mantém a divisão racial-sexual laboral resultante da colonização, segregando por gênero e raça a saúde no trabalho. Esta pesquisa pode colaborar para uma eventual revisão interseccional da legislação trabalhista, para enfrentamento e prevenção do assédio moral gordofóbico.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo