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Apresentação/Introdução A flexibilidade é uma capacidade física essencial para o desenvolvimento motor e a saúde musculoesquelética de crianças e adolescentes. O aumento do tempo de tela e a redução da atividade física entre escolares levantam preocupações sobre seus impactos na capacidade física, especialmente na flexibilidade. Contudo, ainda há poucos estudos sobre essa relação em regiões do interior do Brasil. Objetivos Avaliar a associação da flexibilidade com a prática de exercícios físicos e o tempo sentado em frente a telas (televisão e computador), em escolares do Vale do São Patrício, em Goiás. Metodologia Estudo transversal quantitativo, aprovado pelo CEP (nº 6.436.246), com participação de 741 escolares de 6 a 18 anos, sendo 49,3% do sexo feminino. A coleta de dados foi realizada mediante agendamento com as coordenações escolares. Foram utilizados o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para os responsáveis e o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido para os participantes. Aplicou-se o questionário BackPEI e a flexibilidade foi aferida com o teste de distância dedo-solo, utilizando régua para mensurar a distância e sendo classificada como alta (25 cm). A análise estatística incluiu estatística descritiva e o teste do qui-quadrado (χ²). Resultados A maioria dos escolares apresentou alta flexibilidade, independentemente do tempo de tela ou da prática de exercícios. Entre os que assistiam TV sentado por mais de 4 horas diárias, 71,3% tinham boa flexibilidade, semelhante aos 67,2% que assistiam até 1 hora (p = 0,383). Outrossim, não houve associação entre tempo sentado no computador e flexibilidade (p=0878), dado que, 66,1% dos que usavam até 1h/dia e 60% dos que usavam mais de 4h/dia apresentaram alta flexibilidade. Quanto à prática regular de exercício físico, 64,9% dos que não praticavam e 66,2% dos que praticavam apresentaram alta flexibilidade (p=0,657). Nenhuma das associações foi estatisticamente significativa. Conclusões/Considerações Na população estudada, não foi observada associação significativa entre o tempo de tela, a prática de exercício físico e os níveis de flexibilidade. Os resultados indicam que esses fatores, isoladamente, podem não influenciar de forma determinante essa capacidade física, sendo recomendada a investigação de outras variáveis, como padrões posturais e alongamentos específicos no cotidiano dos escolares.
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