FALHAS NO CUIDADO À CHIKUNGUNYA CRÔNICA NO SUS

Vol 3, 2025 - 223516
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Resumo

Período de Realização Janeiro de 2024 a junho de 2025 Objeto da produção Análise crítica da resposta institucional do SUS frente à chikungunya crônica e proposta de fortalecimento do cuidado integral. Objetivos Analisar as falhas de cuidado à chikungunya crônica no SUS, a ausência de políticas públicas específicas, a escassez de evidências científicas nacionais e a não incorporação de medicamentos recomendados pelo Ministério da Saúde ao RENAME, além da ausência de um PCDT específico. Descrição da produção Foi realizado levantamento de documentos normativos nacionais (manuais, protocolos, RENAME), dados epidemiológicos e estudos científicos sobre chikungunya crônica. A análise incluiu revisão de literatura nacional e internacional, identificação de lacunas assistenciais e discussão com profissionais da APS de territórios com epidemias recentes. Foram analisadas também ações (ou ausência delas) em movimentos sociais e conselhos de saúde. Resultados Em 2025, o Brasil registrou novos surtos de chikungunya com alta carga de pacientes crônicos na APS, sem suporte terapêutico adequado. O Manual de Manejo Clínico da Chikungunya (MS, 2024) recomenda medicamentos como prednisona, duloxetina, amitriptilina, pregabalina e celecoxibe, ainda não incorporados ao RENAME. O tratamento segue vinculado ao PCDT de dor crônica, sem abordagem específica. Há sobrecarga da APS e inexistência de linha de cuidado estruturada. Análise crítica e impactos da produção A ausência de evidências científicas robustas (revisões de escopo ou sistemáticas) no contexto brasileiro dificulta a construção de políticas públicas. A falta de um PCDT específico compromete a padronização da atenção, dificultando o acesso a medicamentos e terapias adequadas. A negligência institucional reflete a ausência de mobilização social e pressão política. O impacto recai sobre os territórios mais vulneráveis, especialmente no Norte e Nordeste, sobrecarregando a APS. Considerações finais É urgente a construção de uma linha de cuidado específica para chikungunya crônica no SUS, ancorada em evidências científicas nacionais. A incorporação de medicamentos ao RENAME, a criação de um PCDT exclusivo, o incentivo à produção científica sobre o tema e o fortalecimento da APS são estratégias essenciais. A resposta institucional precisa reconhecer o caráter negligenciado da doença e garantir equidade no cuidado.

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