EXPERIMENTALISMO BRABO: ARTE, MEMÓRIA E RELAÇÃO COMO FORMAS DE EXISTIR E RESISTIR NO TERRITÓRIO

Vol 3, 2025 - 219414
Comunicação Oral
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Resumo

Período de Realização Janeiro a Dezembro de 2024 Objeto da experiência Ações artístico-culturais em Manguinhos (RJ) que, por meio da escuta e da memória, ativam relações de cuidado em territórios periféricos. Objetivos Mobilizar a arte como prática de escuta e produção de sentido em territórios periféricos, por meio da metodologia EBRABO (escuta, intervenção e expressão), reconhecendo memória, afeto e relação como dimensões essenciais da saúde coletiva e do cuidado. Metodologia Em 2024, o Experimentalismo Brabo realizou 8 ações em Manguinhos baseadas na metodologia EBRABO. O Passeio Brabo ( uma passeata de palhaços por vielas, feiras e becos) é a etapa de escuta, onde artistas interagem diretamente com o território. As intervenções nascem dessas trocas e culminam em ações de expressão, como a produção e distribuição de cordéis biográficos e a entrega de fotografias impressas dos encontros, devolvidas ao público como forma de reconhecimento e cuidado. Resultados As ações fortaleceram vínculos entre artistas e comunidade, ativaram memórias locais e produziram reconhecimento simbólico de sujeitos frequentemente invisibilizados. A distribuição de cordéis e a devolutiva fotográfica funcionaram como práticas de cuidado e legitimação. O engajamento espontâneo nos encontros demonstrou que a arte, quando enraizada no território, pode gerar processos coletivos de saúde e pertencimento Análise Crítica A experiência evidenciou que práticas artístico-territoriais, como o Passeio Brabo, produzem formas de cuidado que escapam à lógica biomédica, mas são profundamente potentes. A escuta ativa, a relação estética e o retorno simbólico via cordéis e fotografias funcionaram como práticas de saúde coletiva, ao legitimar experiências silenciadas e ampliar o reconhecimento mútuo entre artistas e comunidade. Conclusões e/ou Recomendações A experiência reafirma que saúde também se produz na escuta, na relação estética e na valorização da memória coletiva. Recomenda-se que políticas públicas reconheçam práticas culturais como o Experimentalismo Brabo como dispositivos de cuidado, especialmente em territórios historicamente negligenciados, onde a arte age como tecnologia social e ética da presença.

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  • Eixo 22 - Movimentos Sociais e Educação Popular em Saúde