EXPANSÃO DE PROGRAMAS DE RESIDÊNCIAS EM ÁREAS ESTRATÉGICAS NA PERSPECTIVA DA EQUIDADE TERRITORIAL: A SAÚDE DO CAMPO, FLORESTAS E ÁGUAS ENQUANTO SUS-ESCOLA

Vol 3, 2025 - 223937
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Resumo

Período de Realização A presente experiência ocorreu entre abril e agosto de 2024 Objeto da experiência Expansão dos Programas de Residência Médica e em Área Profissional da Saúde (multiprofissionais) em Saúde do Campo, Floresta e Águas no âmbito do SUS. Objetivos Apresentar o percurso de um relato de experiência frente ao processo de apoio à criação de programas de residências nas realidades do campo, floresta e águas para o SUS, na perspectiva da equidade. Descrição da experiência A iniciativa conduzida pelo Ministério da Saúde ocorreu a partir do: 1. Reconhecimento da necessidade de expansão de programas a partir de relatórios de conferências e reivindicações de movimentos sociais; 2. Mapeamento de Instituições de Ensino Superior (IES) com interesse em implementar programas; 3. Construção de oficinas junto a experiências pilotos da saúde do campo, florestas e águas; 4. Apoio institucional para a criação e credenciamento dos projetos políticos pedagógicos. Resultados A experiência demonstra impacto positivo frente ao processo de indução para criação de programas em área profissional (multiprofissionais) e ano adicional (R3) para a medicina de família e comunidade. As instituições de ensino puderam construir seus projetos à luz da realidade territorial. Foram credenciados em 2024, 05 projetos na área profissional e 05 ano adicional de medicina de família e comunidade pelo MEC, apontando perspectivas de um número maior de especialistas formados por ano. Aprendizado e análise crítica Entre 2015 e 2023 eram apenas 02 (dois) programas de residências com essa ênfase em todo o Brasil. A partir da parceria firmada entre IES, Governo Federal e Movimentos sociais, hoje soma-se 12 projetos em torno de uma rede colaborativa com diversos programas de residências médicas e multiprofissionais em todas as regiões do país. Ofertando opções formativas que possibilitem inserção contextualizada de profissionais de saúde em territórios rurais, assentamentos, quilombos, indígenas e de pesqueiro. Conclusões e/ou Recomendações Entre desafios e conquistas apontamos o rompimento gradual de processos formativos urbanocentrados que insistem em formar profissionais apenas nas cidades, a partir de atores engajados com um projeto de formação popular para o SUS. Por outro lado, o desafio maior tem sido encontrar IES que aceitem o desafio estrutural, logístico e político para implementação destes programas, sabe-se que a sustentabilidade dos programas requer apoio contínuo.

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  • Eixo 13 - Educação, Formação e Extensão em Saúde