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Apresentação/Introdução A morte materna é uma das mais graves violações dos direitos humanos das mulheres e cerca de 92% destes óbitos poderiam ser evitados. A mortalidade materna é um indicador sensível do nível de pobreza, de desigualdade social e de avaliação da cobertura e qualidade dos serviços, portanto, faz-se necessário conhecer o atual cenário enfrentado pelo estado e o real impacto para a população obstétrica. Objetivos Descrever temporalmente o comportamento da Razão da Mortalidade Materna (RMM) e identificar o risco de morte materna por hipertensão, hemorragia e grupo etário, em Rondônia, no período 2013 a 2024. Metodologia Estudo transversal descritivo e quantitativo para analisar os óbitos de mulheres residentes do estado que ocorreram por causas maternas no período de 2013 a 2024. Calculou-se a RMM da série histórica e a RMM específica por faixa etária e das causas de morte por doenças hipertensivas e hemorragias, com base nos dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), disponíveis no TabNet/AGEVISA-RO. Os dados foram tratados no Excel, os resultados apresentados em frequência absoluta(n) e relativa (%) e analisados por estatística descritiva. Resultados Ocorreram 203 mortes maternas (MM), com queda de 68,4% nas ocorrências de 2013 a 2024. Em 2021 foi registrado o maior número de óbitos (n=42) e o menor em 2024 (n=6). Houve redução de 60,2% na RMM, saindo de 70,1 MM/100 mil NV em 2013, para 27,9 MM/100 mil NV em 2024, com oscilações entre média e alta RMM e um pico de 165,1 MM/100 mil NV em 2021, atingindo uma RMM muito alta, atribuída alta mortalidade materna por Covid-19, com posterior declínio. O risco de morte foi maior para mulheres com idade entre 30 e 39 anos (103 MM/100 mil NV) e 40 ou mais anos (124 MM/100 mil NV). A RMM específica por doença hipertensiva variou de 4 e 29 MM/100 mil NV e de 4 a 18 MM/100 mil NV por hemorragias. Conclusões/Considerações Apesar da queda na RMM, as variações observadas não permitem afirmar que há estabilização. É essencial manter rigorosa vigilância dos óbitos de mulher em idade fértil, visando reduzir a subnotificação desses eventos. A mortalidade agravada pela Covid-19 e o risco de morte aumentado pela idade, retratam a fragilidade da rede de atenção à saúde da mulher e a necessidade de avançar em políticas públicas de cuidado integral a saúde materna.
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