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Apresentação/Introdução A oferta de Práticas Integrativas e Complementares (PIC) se concentra na Estratégia de Saúde da Família (ESF) devido ao alinhamento quanto a escuta ampliada, atenção singular, autocuidado e qualidade de vida, tornando-as indicadas para o cuidado às condições crônicas. Dada a alta prevalência, incapacidade e cronicidade, as dores musculoesqueléticas têm seu cuidado centrado nesse nível de atenção. Objetivos Identificar o modo de oferta das Práticas Integrativas e Complementares no cuidado à dor musculoesquelética a partir da Estratégia de Saúde da Família. Metodologia Trata-se de estudo de caso em Florianópolis, cujo modelo de oferta das PIC é centrado na equipe de Saúde da Família (eSF) e do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Primária (eNASF-AP). Dados preliminares do município, apontavam a dor musculoesquelética (DME) como a condição crônica de maior prevalência na atenção primária. A coleta ocorreu de 2019 a 2022, em quatro Centros de Saúde (CS) do distrito sanitário Centro. Foram utilizados documentos virtuais (relatórios de produção do município e relatórios de prontuário eletrônico de 3.070 usuários atendidos com DME), observação não participante e entrevistas com profissionais da gestão e das eSF e eNASF-AP (11) e usuários (59). Resultados Na consulta inicial, 22 usuários entrevistados receberam a oferta de realizar PIC (21 anuíram). Os profissionais afirmam indicar as PIC conforme seu conhecimento, capacitação e avaliação clínica do usuário, como idade avançada e maior prejuízo para dor e atividades da vida diária. As PIC mais executadas para DME foram acupuntura, auriculoterapia e terapias corporais. Profissionais indicam que sessões são realizadas em quantidade inferior ao recomendado. Em 2019, dos 3.070 usuários com DME, 320 receberam PIC, com 98% recebendo até 5 sessões/ano. Os gastos com analgésicos foram maiores no grupo atendido com PIC, porém, houve uma relação inversamente proporcional com número de sessões de PIC. Conclusões/Considerações Florianópolis avançou na produção de PIC na ESF, contudo a baixa oferta da integração das PIC na consulta inicial e o reduzido número de sessões por usuário/ano, devem contribuir para a manutenção do consumo elevado de analgésicos pelos usuários com DME. Reconhecer as fortalezas e fragilidades da rede municipal se faz necessário para avançar no planejamento e na oferta de cuidado efetivo e eficiente à dor musculoesquelética na ESF com as PIC.
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