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Resumo

Apresentação/Introdução As comunidades quilombolas, reconhecidas por sua identidade étnico-racial e pelo vínculo territorial, seguem enfrentando profundas desigualdades socioeconômicas, que impactam diretamente sua saúde. Apesar dos recentes avanços legais, fatores como o racismo estrutural, a pobreza e o acesso precário a serviços básicos contribuem para a persistência de doenças evitáveis e a baixa qualidade de vida. Objetivos Diante da escassez de estudos voltados a essa população, esta pesquisa teve como objetivo realizar uma análise bibliométrica da produção científica global sobre o processo saúde-doença em comunidades quilombolas, destacando tendências de publicação. Metodologia A metodologia baseou-se em técnicas de análise bibliométrica aplicadas à literatura sobre a saúde de quilombolas. A coleta foi realizada entre outubro e novembro de 2024 nas bases Web of Science, Scopus, PubMed, SciELO e LILACS/Medline, abrangendo publicações de 2004 a 2024. Utilizaram-se termos DeCS/MeSH combinados por operadores booleanos e filtros específicos. Os dados foram organizados em planilhas com variáveis como autoria, periódico, país e palavras-chave. A análise foi realizada com os softwares R (Bibliometrix) e VOSviewer, permitindo identificar redes de coautoria, termos recorrentes e tendências, além da criação de mapas para a identificação de clusters ou aglomerados temáticos. Resultados Foram analisadas 648 publicações sobre a temática, extraídas de bases internacionais e latino-americanas, com predominância de artigos científicos e autoria brasileira (62,1%). A média foi de 6,3 coautores por documento e 4,7 citações por artigo. As análises revelaram redes de co-ocorrência que resultaram em nove clusters temáticos, com destaque para saúde comunitária, saberes tradicionais, determinantes sociais e dados epidemiológicos. A análise temporal apontou um crescimento de publicações com foco em saúde mental, COVID-19 e qualidade de vida. Os dados confirmam uma produção recente, colaborativa e concentrada no Brasil, com potencial de orientar políticas públicas mais equitativas. Conclusões/Considerações A análise bibliométrica evidenciou a importância de fortalecer parcerias científicas a fim de suprir lacunas em pesquisas sobre a saúde de comunidades quilombolas, além de ressaltar a necessidade de um maior alcance desses estudos ao incorporar perspectivas socioculturais. Tais resultados são fundamentais para apoiar o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e inclusivas, alinhadas às reais particularidades de populações tradicionais.

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Eixo Temático
  • Eixo 30 - Saúde da População Negra, Quilombola e de Terreiros