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Apresentação/Introdução O cuidado obstétrico permanece atravessado pela hegemonia médico-hospitalar, que limita abordagens centradas na mulher. Como contraponto, experiências com práticas integrativas conduzidas por enfermeiras obstétricas no SUS mobilizam escuta, vínculo e integralidade, favorecendo a valorização das potencialidades das gestantes e aproximando-se dos princípios da Prática Avançada em Enfermagem (PAE). Objetivos Compreender a experiência de cuidado de gestantes ofertado por enfermeiras obstétricas que utilizam Práticas Integrativas e Complementares (PICs) durante a gestação, à luz dos princípios da PAE e do referencial do Cuidado Baseado em Forças (SBN). Metodologia Estudo exploratório-descritivo de abordagem qualitativa, com base epistemológica no construtivismo e referencial metodológico da análise temática reflexiva de Braun e Clarke. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com 13 gestantes atendidas no Núcleo de Terapias Integrativas e Complementares (NTIC) do Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, entre outubro e dezembro de 2022. O processo interpretativo articulou os fundamentos da PAE e o referencial SBN, considerando a experiência de cuidado gestacional com PICs ofertado por enfermeiras obstétricas. Resultados As gestantes relataram experiências de cuidado marcadas por escuta qualificada, vínculo terapêutico e intervenções personalizadas com PICs, que promoveram alívio de sintomas físicos e emocionais, sensação de acolhimento e fortalecimento da autonomia. As práticas foram percebidas como oportunidades de reconexão com o corpo, resgate da confiança na gestação e fortalecimento de forças internas. O cuidado ofertado por enfermeiras obstétricas foi descrito como singular e transformador, promovendo bem-estar e protagonismo. Os achados evidenciam práticas que integram competências clínicas ampliadas, vínculo e valorização da gestante como sujeito ativo do cuidado, expressando fundamentos da PAE Conclusões/Considerações O cuidado com PICs oferecido por enfermeiras obstétricas no SUS mostrou-se integral, equânime e centrado na pessoa, contribuindo para melhorar o bem-estar físico e emocional das gestantes. A articulação entre PAE, SBN e PICs reforça um modelo de atenção obstétrica humanizado, com potencial para qualificar as práticas no SUS e orientar políticas públicas de saúde.
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