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Período de Realização Realizado no Município de Fortaleza-Ceará, no período de fevereiro de 2024 a fevereiro de 2025. Objeto da experiência Atividade inclusiva e participativa da RESMULTI envolvendo mulheres cuidadas pela rede de saúde mental, mobilizadas pela arte e economia solidária. Objetivos Promover um espaço de compartilhamento de saberes, afetos e renda, entre expositoras(es) durante os módulos teórico-conceituais da Residência em Área Profissional da Saúde (Uniprofissional e Multiprofissional) da Escola de Saúde Pública do Ceará - RESMULTI/ESP-CE. Descrição da experiência A Feirinha denominada “E viver será só festejar” mobilizou 16 artesãs/expositoras, usuárias da Rede de Saúde Mental de Fortaleza (CE), que formavam um coletivo, contemplando diversos segmentos: artesanatos, alimentos, bijuterias, perfumaria e vestuário. A programação acontecia durante os módulos teórico-conceituais da RESMULTI/ESP-CE, contando com um público de mais de 400 residentes, de 24 programas, distribuídos em 30 municípios e 20 hospitais de todo o Estado do Ceará. Resultados A atividade foi articulada pela tutoria do Programa de Saúde Mental Coletiva, fortalecendo o compromisso com a promoção da vida, da dignidade e do cuidado em liberdade. Na feirinha, ao comercializarem seus produtos, as expositoras/artesãs foram reconhecidas e valorizadas por seu trabalho e sua inserção social através da arte e do empreendedorismo. Observou-se ainda o fortalecimento do vínculo entre residentes e expositoras, produzindo laços de solidariedade e aprendizagem mútua. Aprendizado e análise crítica A feirinha se consolidou como espaço político-pedagógico antimanicomial, feminista, antirracista e anticapacitista, reafirmando o papel da saúde mental na promoção da cidadania e da inclusão, alicerçada na potência de vida, arte e vínculos como formas de resistência e cuidado. A feirinha transformou “hobbies” em empreendimentos reais, reforçando a articulação entre saúde, trabalho e autonomia. As expositoras relataram ganhos significativos em autoestima, organização coletiva e apoio emocional. Conclusões e/ou Recomendações Esta experiência se mostrou como estratégia potente de promoção da cidadania, do cuidado em liberdade e da inclusão social de usuárias dos serviços de saúde mental, reafirmando a importância de espaços que integrem formação em saúde, participação social e práticas emancipatórias. Recomenda-se a continuidade e ampliação dessa iniciativa fortalecendo a intersetorialidade, a economia solidária e o controle social no campo da saúde mental.
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