DOCUMENTÁRIO COMO PRÁTICA EDUCOMUNICATIVA: VISIBILIZANDO A EQUIDADE DE GÊNERO NA CIÊNCIA E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE

Vol 3, 2025 - 219869
Comunicação Oral
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Resumo

Período de Realização A produção técnica foi realizada no período de 16 de outubro de 2024 a 11 de fevereiro de 2025. Objeto da produção Transformação de uma tese sobre equidade de gênero na ciência em um documentário de caráter educomunicativo. Objetivos Analisar o processo de adaptação audiovisual de uma tese sobre equidade de gênero na ciência, discutindo como o documentário pode ampliar a visibilidade do tema e funcionar como uma estratégia educomunicativa no campo da comunicação e saúde. Descrição da produção A produção seguiu abordagem qualitativa e exploratória, com base em estudo de caso sobre o Programa Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz. O roteiro foi adaptado a partir da estrutura da tese original e reorganizado para linguagem audiovisual. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, imagens de apoio, narração em off, infográficos e linha do tempo. O processo incluiu escolhas éticas e estéticas voltadas à equidade, representatividade, acessibilidade e democratização do conhecimento. Resultados Realização de um documentário educativo no modo expositivo, com 22 minutos, divido em três blocos temáticos que tratam da exclusão histórica de mulheres na ciência, seus impactos no campo da saúde e estratégias de enfrentamento. O formato permitiu ampliou o alcance do para públicos não acadêmicos, com circulação em acesso aberto na internet, em TVs públicas e educativas, escolas, universidades e espaços de extensão, facilitando o diálogo entre ciência, comunicação, saúde, direitos e sociedade. Análise crítica e impactos da produção A transposição da tese para o audiovisual revelou desafios quanto à simplificação de conceitos e à transformação ética de dados e argumentos. No entanto, a linguagem documental se mostrou eficaz para provocar empatia, gerar identificação e ampliar o debate e reflexão sobre o tema. A produção contribui para promover a visibilidade de mulheres na ciência e favorecer uma compreensão mais ampla sobre como a desigualdade de gênero atravessa os campos da ciência e da saúde. Considerações finais A experiência evidenciou o potencial do audiovisual, com base na comunicação e saúde, como estratégia de comunicação e educação crítica. A educomunicação apoia a produção acadêmica ao tornar o conhecimento acessível e socialmente relevante, alcançando públicos mais amplos e diversos. A proposta aponta caminhos para integrar ciência, arte e comunicação e sociedade na promoção da equidade e justiça social, especialmente no campo da saúde coletiva.

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Eixo Temático
  • Eixo 07 - Comunicação e Saúde