DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E ENGAJAMENTO COMUNITÁRIO NO COMPLEXO DA MARÉ: SAÚDE COLETIVA, DIREITO À INFORMAÇÃO E DEMOCRACIA

Vol 3, 2025 - 219413
Comunicação Oral
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Resumo

Período de Realização Junho de 2023 a setembro de 2023 Objeto da experiência Atuação de organizações da sociedade civil na comunicação comunitária na pandemia de Covid-19 e seu impacto no engajamento em pesquisa. Objetivos Analisar como e se a divulgação científica realizada no Complexo da Maré contribuiu para a percepção pública da ciência e o engajamento em pesquisa sobre Covid-19. Descrição da experiência Durante pesquisa de campo, observou-se que estratégias de comunicação comunitária foram fundamentais para o Complexo da Maré enfrentar a crise sanitária, com linguagem acessível, mídias locais e materiais validados por instituições científicas; através de boletins epidemiológicos, podcasts, informativos visuais, jornal comunitário e campanhas digitais voltadas à prevenção e ao combate à desinformação. Essas ações fomentaram o engajamento em pesquisa e aproximaram a população da ciência. Resultados As ações de divulgação científica na comunidade aumentaram a confiança na ciência e a compreensão do processo científico. Mediadas por atores sociais e linguagem acessível, ampliaram a participação popular em saúde. Moradores se reconheceram como sujeitos da ciência, superando barreiras de exclusão. A pesquisa Vacina Maré teve boa aceitação, impactando a saúde coletiva e fortalecendo a democracia sanitária. Aprendizado e análise crítica Esta vivência mostrou como a divulgação científica em territórios periféricos vai além da educação: é garantia de direitos. Comunicação eficaz, enraizada no território e alinhada às condições de vida, gera engajamento, resistência e pertencimento. Revelou a comunicação científica como prática de equidade em saúde e ato político, reposicionando a favela como coprotagonista no conhecimento e no enfrentamento das desigualdades em saúde. Conclusões e/ou Recomendações Divulgação científica respeitosa e territorializada é essencial para consolidar a saúde como direito humano. Recomenda-se institucionalizar políticas de comunicação em saúde que valorizem saberes locais e articulem ciência e cidadania como instrumentos de democracia. Investir em mediação comunitária e fortalecer parcerias entre sociedade civil e instituições científicas garante equidade, engajamento e justiça em contextos vulneráveis.

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  • Eixo 22 - Movimentos Sociais e Educação Popular em Saúde