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Apresentação/Introdução A violência contra a mulher configura-se como um problema de saúde pública, cujas manifestações podem ser diversas, atingir mulheres de perfil heterogêneo e gerar importante impacto nos serviços de saúde apesar dos avanços legislativos. Dessa forma, analisar a problemática sob a óptica da regionalização em saúde torna-se essencial para o delineamento de estratégias locais de enfrentamento. Objetivos Espacializar a incidência de violência contra a mulher na região de saúde de Jequié, de 2009 a 2024 Metodologia Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, comparativo com casos de violência contra a mulher notificados no SINAN na região de saúde de Jequié, de 2009-24, conforme local de ocorrência. A região de saúde é composta por 26 municípios. O levantamento de dados deu-se no SINAN com uso do Tabnet em maio de 2025. Calculou-se a taxa de incidência com número de casos, considerando mulheres com 10 anos ou mais e excluindo violências autoprovocadas e a frequência relativa das variáveis local de ocorrência da violência e o perpetrador. Para a confecção do mapa foi utilizado o programa Qgis com produção de mapa coroplético. Por usar dados públicos, dispensa Comitê de Ética. Resultados Foram notificados 2.284 casos de violência contra a mulher na região de saúde de Jequié de 2009 a 2024, com uma incidência média de 44,79 casos por 10.000 habitantes. Dos 26 municípios, 18 apresentaram incidências abaixo da média, sendo que dois não notificaram casos de violência contra a mulher nos 16 anos, são eles Iramaia e Itaquara. No entanto, Ipiaú destacou-se com 241,58 casos por 10.000 hab., seguido de Jequié (138,16), Brejões (99,00) e Maracás (96,42). Observa-se que, exceto Brejões, esses municípios são fronteiriços. O ambiente doméstico é onde a violência mais acontece, com 57,49% dos casos. O agressor é predominantemente o atual parceiro (31,87%), sendo este um adulto (37,08%). Conclusões/Considerações A distribuição dos casos evidencia a necessidade de fortalecer ações de vigilância para identificar a violência contra a mulher pari passu ao processo de fortalecimento de ações intersetoriais na construção de uma cultura menos misógina. Salienta-se que, devido a maior parte dos casos acontecerem no âmbito doméstico, a APS precisa ser preparada para identificar e conduzir os casos.
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