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Apresentação/Introdução O Sistema Único de Saúde (SUS) vem se afirmando como uma política de estado de grande relevância, contudo, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados para a sua efetiva consolidação. Um dos grandes desafios do SUS é consolidar as Políticas de Promoção de Equidade em Saúde, que se referem a uma atenção justa, sem privilégios ou preconceitos, respeitando as necessidades de saúde da população. Objetivos Analisar os determinantes sociais da saúde de comunidades remanescentes de quilombos (CRQ) da região nordeste do estado de Goiás, Brasil. Metodologia Pesquisa-ação de abordagem qualitativa. Realizou-se 15 entrevistas individuais e 6 entrevistas coletivas em profundidade, nos municípios de Campos Belos, Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás e Cavalcante. A amostra de conveniência constituiu-se por 35 pessoas, sendo três lideranças quilombolas, dois representantes dos conselhos municipais de saúde, sete gestores da Região de Saúde e das Secretarias Municipais de Saúde de Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás e Cavalcante e 23 trabalhadores da Estratégia Saúde da Família e da Academia da Saúde. A análise de dados sustentou-se no método de análise de conteúdo (Bardin, 2004). Pesquisa aprovada pelo CEP HC UFG/EBSERH e CEP/CEEPP-LNF. Resultados Identificou-se diversos fatores que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e de seus fatores de risco na população quilombola pesquisada. Categorizou-se esses elementos nos seguintes eixos: 1) morbimortalidade; 2) atenção básica à saúde; 3) condições socioeconômicas e políticas; 4) mobilidade humana; 5) racismo; 6) cultura e tradição; 7) moradia e saneamento básico. Esses fatores determinam o perfil de morbimortalidade, que poderia ser evitada com planejamento adequado, acolhimento humanizado, escuta das necessidades das CRQ e investimento em formação e educação permanente na capacidade organizacional e aprendizados de modelos de gestão comunitária participativa. Conclusões/Considerações A compreensão da realidade do sistema excludente em que os povos Kalunga estão inseridos na perspectiva da determinação social da saúde e do pensamento decolonial, poderá abrir novos caminhos e estratégias na busca de resolutividade para os problemas encontrados na pesquisa.
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