DESERTOS TÉCNICOS: LEVANTAMENTO QUANTITATIVO DA FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DE TÉCNICOS EM SAÚDE NO BRASIL

Vol 3, 2025 - 220906
Comunicação Oral Curta
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Apresentação/Introdução A escassez de trabalhadores de saúde nas Américas é um problema de longa data. No Brasil, essa realidade é agravada por desigualdades locorregionais. Técnicas em Saúde, majoritariamente, negras, representam o maior contingente da força de trabalho nos serviços de saúde, onde desempenham funções primordiais em estratégias que ampliam a cobertura e reorientam a atenção. Objetivos O estudo objetivou sistematizar dados relativos à formação e atuação de técnicos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A sistematização pode contribuir à formulação de ações de dimensionamento das necessidades de técnicos em saúde. Metodologia A coleta de dados partiu das informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e do Censo Escolar (INEP). Posteriormente, realizou-se geocodificação e consolidação, vinculando os dados aos municípios e Unidades da Federação. Seguiu-se com a análise espacial para identificar os “desertos técnicos” - áreas com ausência ou escassez de profissionais. Por fim, elaboraram-se mapas temáticos e gráficos, com a sobreposição de indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), permitindo melhor visualização sobre a distribuição dos técnicos em saúde (em formação e em atuação profissional) nas diferentes regiões do país. Resultados A análise revelou padrões de desigualdades locorregionais na distribuição dos técnicos. Estados do Sudeste, como São Paulo e Minas Gerais, concentram a maioria dos trabalhadores. Territórios do Norte e do Nordeste apresentam, com maior frequência, "desertos técnicos". Municípios com maior IDH tendem a ter mais técnicos, sugerindo que o desenvolvimento socioeconômico influencia, diretamente, na capacidade de atração e retenção dessa força de trabalho. Como etapa seguinte, prevê-se a possibilidade de correlacionar estes achados com os dados relativos aos trabalhadores de nível superior, uma vez que a ausência de técnicos, ou a sua presença sem retaguarda, pode reduzir qualidade assistencial. Conclusões/Considerações O estudo recomenda: investimentos direcionados à formação técnica em áreas estratégicas e em regiões de "desertos técnicos"; implementação de programas de fixação e incentivos para atuação em áreas remotas; maior articulação entre a formação profissional e as necessidades do SUS; e, necessidade do planejamento estratégico da formação de técnicos incluindo itinerários de qualificação profissional posteriores à formação inicial.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Eixo Temático
  • Eixo 25 - Políticas e Gestão do Trabalho em Saúde