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Período de Realização Maio de 2025, durante a Oficina de Planejamento do Programa Saúde na Escola Indígena do DSEI-BA. Objeto da experiência Planejamento participativo das ações do PSE em escolas indígenas, a partir da escuta de profissionais da saúde e da educação. Objetivos Identificar coletivamente os principais desafios e potencialidades para a implementação do Programa Saúde na Escola em territórios indígenas, com foco na construção de propostas articuladas às realidades socioculturais, institucionais e intersetoriais do território. Descrição da experiência Durante a Oficina de Planejamento do PSE Indígena no Polo Base de Porto Seguro, foram debatidas seis temáticas centrais: interculturalidade, saúde mental e bem viver, condições de saúde de crianças e adolescentes, intersetorialidade, protagonismo estudantil e desafios para execução do PSE. A discussão interprofissional e intersetorial, com registro coletivo das contribuições, permitiu sistematizar percepções e propor ações aderentes às realidades locais. Resultados Foram identificadas fragilidades como o predomínio do modelo biomédico, ausência de escuta aos estudantes, desarticulação entre saúde e educação e invisibilidade da saúde mental. Entre as propostas destacam-se: integração dos cuidadores tradicionais, inclusão do PSE no calendário escolar, metodologias participativas com jovens e fortalecimento da atuação intersetorial com envolvimento das lideranças e das famílias. Aprendizado e análise crítica A experiência revelou que os desafios da implementação do PSE em territórios indígenas estão profundamente vinculados às desigualdades estruturais e ao não reconhecimento da diversidade cultural. A escuta qualificada das equipes demonstrou que soluções viáveis emergem quando há diálogo, valorização do território e reconhecimento dos saberes tradicionais. A participação ativa dos profissionais permitiu explicitar invisibilidades e propor caminhos coerentes com a realidade local. Conclusões e/ou Recomendações O fortalecimento do PSE em escolas indígenas requer ações que superem a lógica setorial e considerem as especificidades socioculturais dos povos indígenas. Recomenda-se o uso contínuo de metodologias participativas no planejamento das ações, a valorização de saberes tradicionais e o protagonismo juvenil. A experiência destaca a importância de institucionalizar espaços de escuta e pactuação como parte da gestão pública em saúde e educação indígena.
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