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Apresentação/Introdução A violência por parceiro íntimo (VPI) contra mulheres é intensificada por múltiplas formas de opressão, como o racismo, sexismo e desigualdades socioeconómicas. Essas opressões interseccionais, frequentemente invisibilizadas por tecnologias digitais, criam uma realidade mais complexa para as mulheres negras, que enfrentam maiores dificuldades em romper ciclos de violência e em encontrar apoio. Objetivos Adaptar a plataforma Eu Decido (versão 1.0) às necessidades de mulheres negras a partir do relato de usuárias e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de Paranaguá/PR. Metodologia Pesquisa qualitativa com profissionais e 10 mulheres negras usuárias e da Atenção Primária à Saúde (APS) de Paranaguá/PR, de junho a setembro de 2025. Estão sendo realizadas entrevistas semiestruturadas e grupos focais para investigar as necessidades de mulheres negras em relação ao enfrentamento da VPI com base na versão 1.0. A coleta de dados é seguida da análise de conteúdo temática e um comitê consultivo do projeto, formado por mulheres de diferentes segmentos sociais (raça, classe, território, faixa etária) auxiliará a equipe interdisciplinar na incorporação dos resultados na reformulação do aplicativo, seguida de teste piloto para avaliar usabilidade e aceitabilidade. Resultados A versão protótipo do aplicativo Eu Decido (1.0) foi desenvolvida entre 2021-2023 sem considerar especificidades de mulheres negras. Desde 2025, um comitê consultivo composto por mulheres de diferentes faixas etárias, territórios e trajetórias vem orientando a adaptação do app. Foi elaborado roteiro de entrevistas e grupos focais adaptado para captar vivências racializadas. A amostra vem sendo ampliada com ênfase em diversidade de contextos. As análises preliminares revelam demandas por acessibilidade offline, comunicação não-hegemonizada e integração eficiente com a rede de proteção. Conclusões/Considerações A adaptação do Eu-Decido representa uma estratégia para acolher e fortalecer mulheres negras vítimas de VPI, ampliando seu protagonismo e acesso a suporte em saúde e segurança. Na próxima etapa do estudo, será realizado um estudo longitudinal com mulheres brasileiras, avaliando a segurança, aceitação e efetividade do app, com meta de recrutamento e inclusão de mulheres negras como parte significativa das participantes.
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