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Período de Realização GT realizado em 13 de novembro de 2024, durante o I Encontro Nacional do Programa Cozinha Solidária. Objeto da experiência Grupo de trabalho com iniciativas apoiadas pelo Programa Cozinha Solidária sobre a conexão entre cozinhas, saber popular, práticas de cuidado e saúde. Objetivos Troca de experiências a fim de potencializar as cozinhas solidárias enquanto ambientes de promoção da alimentação saudável, da saúde, do cuidado comunitário e do fortalecimento de vínculos sociais, por meio práticas educativas e culturais contextualizadas aos territórios. Metodologia O grupo de trabalho “Saúde, perspectivas de cuidado e saberes populares” foi realizado na Fiocruz Brasília e contou com a participação de 10 representantes de cozinhas solidárias, movimentos sociais, instituições públicas e de ensino. A metodologia teve como base a escuta ativa e o diálogo horizontal, por meio de roda de conversa, relatos de experiências e levantamento de sugestões coletivas para o aprefeiçoamento de práticas de cuidado e saúde no âmbito do Programa Cozinha Solidária. Resultados "A cozinha é colo, é útero, é acolhimento." O grupo destacou o acolhimento como pilar essencial das cozinhas solidárias, que vão além da alimentação: oferecem apoio cultural, social e emocional, e constituem-se como espaços vivos de resistência e transformação. Atendem a demandas relacionadas à comida, trabalho, abrigo e medicamentos. Nascem das necessidades emergentes da comunidade e promovem autonomia, protagonismo popular e redes de cuidado coletivo e solidariedade. Análise Crítica Compreende-se que as cozinhas solidárias operam como núcleos de acolhimento integral, promovendo saúde, vínculos afetivos, redes de solidariedade e protagonismo popular. Defende-se o fortalecimento de parcerias com ministérios, políticas e programas governamentais, SUS e SUAS (como os CRAS), visando aprimorar a segurança alimentar e nutricional, o acolhimento social e valorizar os saberes populares e a autonomia comunitária em políticas públicas inclusivas. Conclusões e/ou Recomendações O GT evidenciou potência das cozinhas solidárias enquanto respostas autônomas da sociedade civil, demonstrando sua capacidade de resistir às múltiplas expressões da vulnerabilidade social. A valorização dos saberes populares e da autonomia comunitária, nesse contexto, não deve ser compreendida apenas como uma estratégia emergencial, mas como fundamento para formulação de ações de cuidado e saúde centradas nos sujeitos e territórios.
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