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Apresentação/Introdução A tuberculose persiste como problema de saúde pública, especialmente em contextos vulneráveis. Na Atenção Primária à Saúde (APS), o controle da doença enfrenta desafios relacionados aos determinantes sociais, à organização do serviço e às percepções de usuários e profissionais sobre cuidado e adesão. Objetivos Analisar as percepções de profissionais e usuários da APS sobre o controle da tuberculose, considerando aspectos comunitários, sociais e organizacionais que influenciam a adesão ao tratamento e o enfrentamento da doença em territórios vulneráveis. Metodologia Trata-se de estudo qualitativo, de natureza exploratória, realizado em cinco Unidades da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Sobral, Ceará, escolhidos aleatoriamente entre as 23 existentes no município. Foram 10 enfermeiros das equipes da ESF, 25 Agentes Comunitários de Saúde e 25 usuários assistidos pelas equipes. Utilizou-se roteiro semiestruturado, com questões sobre percepção da doença, acesso, adesão e organização do cuidado. As entrevistas foram gravadas, transcritas e submetidas à análise de conteúdo temática, conforme Bardin. A pesquisa observou os preceitos éticos da Resolução CNS nº 466/2012, com aprovação no Comitê de Ética da Universidade Estadual Vale do Acaraú. Resultados Identificou-se que fatores como pobreza, estigma, baixa escolaridade e vulnerabilidade social impactam a adesão ao tratamento da tuberculose. Profissionais destacaram sobrecarga de trabalho, dificuldades na vigilância e limites na articulação com outros setores. Usuários relataram desconhecimento sobre a doença e barreiras de acesso. A presença de agentes comunitários foi vista como positiva no acompanhamento. O estigma social e o medo do diagnóstico persistem como obstáculos. A confiança no serviço e o vínculo com a equipe favorecem o controle, mas requerem maior investimento em educação em saúde e ações intersetoriais. Conclusões/Considerações O controle da tuberculose na APS exige abordagem integral que considere vulnerabilidades sociais e fortaleça vínculos com os usuários. A atuação dos agentes comunitários é estratégica, mas insuficiente diante de estigmas, barreiras estruturais e limites organizacionais. É necessário ampliar ações educativas e intersetoriais para reduzir desigualdades no enfrentamento da doença.
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