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Apresentação/Introdução Alimentos ultraprocessados associam-se a doenças cuja base fisiopatológica é a inflamação. O diagnóstico clínico da inflamação por meio da dosagem de citocinas é um processo oneroso para os sistemas e pesquisas de saúde, por isso, criou-se o Índice Inflamatório da Dieta (IID). A relação do consumo de alimentos ultraprocessados com o aumento do IID não foi completamente elucidada. Objetivos Descrever o IDD de acordo com a contribuição calórica de alimentos ultraprocessados, definidos pelo sistema Nova de classificação dos alimentos, no estudo NutriNet-Brasil. Metodologia Avaliou-se a contribuição calórica de alimentos ultraprocessados na dieta de 36.669 participantes por meio da média de 2-3 recordatórios de 24h (Nova24h), sendo dividida em quintos de acordo com a distribuição amostral. Construiu-se o IID com 39 parâmetros alimentares do banco de composição nutricional utilizado no NutriNet-Brasil e do banco de flavonoides do U.S. Department of Agriculture, o qual varia de -8.87 (maior potencial anti-inflamatório na dieta) a +7.98 (maior potencial pró-inflamatório na dieta). Médias e intervalos de confiança de 95% (IC95%) do IID em cada quinto de participação calórica de ultraprocessados foram analisadas pelo teste de associação linear monotônica de Cuzick. Resultados A média de participação energética de alimentos ultraprocessados no total da amostra foi de 22,65%, sendo de 7,50% (0-12,04%) no menor quinto (Q1) e 41,14% (32,38-91,47%) no maior (Q5). A média do IDD foi 1.31 (IC95% 1.28-133) no total da amostra. Observou-se uma tendência monotônica nas médias do IID, que aumentam significativamente conforme há maior consumo de alimentos ultraprocessados, indo de 0.38 (IC95% 0.32-0.44) no Q1 para 0.79 (IC95% 0.73-0.85) no Q2, 1.19 (IC 95% 1.13-1.25) no Q3, 1.64 (IC 95% 1.58-1.70) no Q4 e 2.58 (IC 95% 2.52-2.64) no Q5. Conclusões/Considerações As médias do IDD apresentam uma tendência monotônica crescente nos quintos de participação calórica de ultraprocessados, portanto, a recomendação de reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados pode contribuir para a diminuição do potencial pró-inflamatório da dieta, auxiliando na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.
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