CONSTRUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE COLETA PARA MENSURAÇÃO DE DESFECHOS DA COORTE DE GESTANTES, PUÉRPERAS E NASCIDOS VIVOS RESIDENTES NO TERRITÓRIO INDÍGENA XUKURU DO ORORUBÁ

Vol 3, 2025 - 221180
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Período de Realização De setembro de 2024 a março de 2025. Objeto da produção Desenvolvimento e validação de instrumentos técnicos para coleta de dados materno-infantis em território indígena. Objetivos Descrever o processo de desenvolvimento de instrumentos de coleta de dados como etapa preparatória da pesquisa de coorte com gestantes, puérperas e nascidos vivos no território indígena Xukuru do Ororubá, visando à mensuração de desfechos de saúde materno-infantil com rigor técnico e sensibilidade cultural. Descrição da produção A produção seguiu etapas sistematizadas: (1) levantamento bibliográfico sobre indicadores de atenção materno-infantil; (2) elaboração preliminar dos instrumentos; (3) oficina com especialistas; (4) oficina com a EMSI e coordenação do Polo Xukuru; (5) ajustes técnicos e inserção na plataforma KoboToolbox; (6) elaboração de tutoriais; (7) treinamento das equipes; (8) teste piloto com tablets e avaliação; (9) revisão final dos instrumentos. Resultados Foram desenvolvidos 12 instrumentos, totalizando 620 variáveis voltadas ao ciclo gravídico-puerperal e ao acompanhamento de nascidos vivos até o primeiro ano de vida. Os formulários, aplicados por tablets via KoboToolbox, demonstraram agilidade operacional. O teste piloto evidenciou boa aceitação pelas gestantes e pela EMSI, facilidade de aplicação e validade técnica dos instrumentos, assegurando sua efetividade no contexto local. Análise crítica e impactos da produção A construção participativa conferiu aos instrumentos alta aderência à realidade sociocultural do território Xukuru. A padronização do preenchimento, por meio de tutoriais detalhados, qualificou a coleta e a análise dos dados. A produção fortaleceu capacidades locais em vigilância materno-infantil, ampliou a autonomia da EMSI e introduziu inovação metodológica com potencial de replicabilidade em outros contextos do SUS. Considerações finais A experiência resultou em ferramentas robustas, sensíveis ao contexto indígena e tecnicamente consistentes para a mensuração de desfechos materno-infantis. Além de qualificar a informação em saúde, fortaleceu a atuação da EMSI e subsidiou estratégias de cuidado baseadas em evidências. Reafirma-se, assim, o papel transformador da produção técnica como vetor de equidade no SUS.

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  • Eixo 31 - Saúde dos Povos Indígenas