CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICAS SOBRE A DOENÇA DE CHAGAS ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E PESSOAS ACOMETIDAS EM VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA

Vol 3, 2025 - 226080
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Resumo

Apresentação/Introdução Apesar de ser responsável por significativo número de adoecimentos e óbitos, a doença de Chagas (DC) segue negligenciada, especialmente em regiões endêmicas, onde persiste de forma silenciosa. Há notáveis lacunas no que se refere ao conhecimento, às atitudes e às práticas (CAP) dos diferentes atores envolvidos no cuidado, controle e vigilância da doença. Objetivos Avaliar conhecimentos, atitudes e práticas (CAP) relativos à doença de Chagas entre pessoas acometidas e profissionais de saúde atuantes em territórios endêmicos no interior da Bahia. Metodologia Estudo transversal e descritivo, vinculado ao Projeto Integra-DTNs da Universidade Federal da Bahia, realizado entre 2023 e 2024 no município de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Foram aplicados questionários CAP elaborados pelo projeto a 501 profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e da vigilância entomológica local, sendo: 39 enfermeiros(as), 31 médicos(as), 337 agentes comunitários de saúde (ACS), 94 agentes de combate às endemias (ACE), além de 36 pessoas acometidas pela DC. A análise dos dados foi descritiva e apresentada em tabelas. Resultados Apenas 4,2% de médicos(as) e enfermeiros(as) (n=3) reconhecem como fator de risco o histórico familiar de DC. Poucos relataram ter atendido pessoas acometidas ou com suspeita da doença na APS (n=7; 9,9%), e apenas 21,1% (n=15) mencionaram ter prescrito tratamento etiológico. Entre os ACS e ACE, 13,8% (n=59) afirmaram conhecer alguém com DC, e mais da metade (n=233; 54,7%) declarou não saber como orientar pessoas acometidas. Entre os participantes com diagnóstico de DC, 75% (n=27) desconheciam o local onde são realizados os exames e 36,1% (n=13) não realizavam qualquer tipo de acompanhamento. Em relação ao acompanhamento médico anual, 61,1% (n=22) relataram não o realizar. Conclusões/Considerações Os baixos níveis de conhecimentos, atitudes e práticas em relação à doença de Chagas, tanto entre profissionais de saúde quanto entre pessoas acometidas, evidenciam a urgência de estratégias de educação permanente em saúde e de ações de educação popular voltadas ao fortalecimento da resposta local, com ênfase nas especificidades socioculturais dos territórios endêmicos.

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  • Eixo 34 - Vigilâncias do Campo da Saúde