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Período de Realização Maio de 2025. Objeto da experiência Produção audiovisual durante o Programa Vivências no SUS Norte (Belém) como ferramenta de diálogo intercultural, extensão crítica e educação permanente. Objetivos Valorizar a produção audiovisual como estratégia de comunicação e devolutiva sensível; articular ensino, serviço e território por narrativas coletivas; e curricularizar a extensão com foco na escuta qualificada e no protagonismo estudantil. Metodologia No Vivências no SUS Norte 2024, estudantes e residentes imergiram em territórios amazônicos, ouvindo ativamente e respeitando o protagonismo local. Produziram vídeos curtos com relatos, imagens e sons dos territórios, criando uma narrativa reflexiva que valoriza a arte como linguagem pedagógica e política. Resultados A experiência evidenciou lacunas na formação em saúde sobre povos indígenas e levou à criação de recursos visuais sobre degradação ambiental, urbanização e insegurança alimentar. O roteiro, em 3 arcos, acompanha um indígena médico que une saberes para enfrentar desafios em sua comunidade. A boa receptividade em eventos e o interesse docente mostram o potencial da arte na formação e na sensibilização intercultural. Análise Crítica A experiência demonstrou que a comunicação em saúde não deve se limitar à transmissão de informações, mas precisa ser pensada como relação e linguagem. A produção audiovisual participativa ampliou a escuta, favoreceu o protagonismo local e permitiu retribuir à comunidade com registros sensíveis. Entretanto, exige tempo, apoio institucional e políticas que valorizem a arte como parte legítima da formação em saúde, evitando reproduções coloniais e valorizando práticas genuinamente colaborativas. Conclusões e/ou Recomendações A produção audiovisual como prática extensionista deve ser incorporada aos currículos de saúde. Recomenda-se fomentar políticas de apoio à comunicação popular, reconhecer o potencial formativo da arte e valorizar processos participativos como parte da educação permanente no SUS. A curricularização da extensão precisa integrar ensino, território e comunicação sensível para formar profissionais comprometidos com os contextos amazônicos e suas potências.
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