COMUNICAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS A PARCEIROS SEXUAIS ENTRE ADOLESCENTES

Vol 3, 2025 - 219050
Comunicação Oral
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Resumo

Apresentação/Introdução Dados epidemiológicos indicam um aumento nas infecções sexualmente transmissíveis (IST) entre adolescentes da diversidade sexual e de gênero (ADSG). Nesse contexto, a comunicação de IST entre parcerias sexuais destaca-se como uma estratégia da vigilância epidemiológica importante para garantir o tratamento precoce e, consequentemente, interromper a cadeia de transmissão. Objetivos Investigar as preferências de ADSG sobre a forma de comunicar o diagnóstico de IST às suas parcerias sexuais, bem como suas percepções sobre a importância de fazê-lo. Metodologia Estudo transversal com dados da linha de base da coorte "PrEP15-19 Escolhas" que avalia a implementação de três modalidades da profilaxia pré exposição ao HIV entre ADSG, isto é, homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans e não binárias com idades entre 15 e 19 anos, em três capitais brasileiras. O desfecho foi a forma de comunicação do diagnóstico de IST às parcerias sexuais, categorizado em: comunicação aberta versus outras formas de comunicação (via profissional de saúde, amigos, anonimato, levar tratamento ou não comunicar). Foi utilizada regressão logística para estimar razões de chances (OR) e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%). Resultados Foram incluídos 546 ADSG, a maioria HSH (78%), maiores de 18 anos (73%) e pretos/pardos (75%). A maioria (97,2%) considerou importante comunicar o diagnóstico de IST às parcerias sexuais e 86,0% afirmaram que comunicariam abertamente. Entre os demais, 5,5% pediriam a profissionais, 3,8% não informariam, 2,2% levariam o tratamento, 1,8% comunicariam anonimamente e 0,5% pediriam ajuda a amigos. Não informar abertamente às parcerias sobre o diagnóstico de IST esteve associado com a idade entre 15 e 17 anos (OR = 2,07; IC95%: 1,2–3,5), atraso escolar de dois ou mais anos (OR = 1,98; IC95%: 1,1–3,4) e relato de prática de chemsex nos últimos três meses (OR = 7,8; IC95%: 2,0–33,1). Conclusões/Considerações A maioria dos adolescentes considerou importante comunicar as parcerias sexuais o diagnóstico de IST. Entre os que não optariam pela comunicação direta, foram identificadas maiores barreiras entre os mais jovens, com atraso escolar ou exposição a práticas de risco, evidenciando a necessidade de estratégias de apoio por profissionais de saúde, o fortalecimento de redes de confiança, e o desenvolvimento de ações de educação em saúde nas escolas.

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