COMUNICAÇÃO DE RISCO E ENGAJAMENTO COMUNITÁRIO EM TERRITÓRIOS AMAZÔNICOS: EXPERIÊNCIAS EM MARABÁ, CHAVES E BREVES (PA)

Vol 3, 2025 - 222928
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Resumo

Período de Realização Outubro de 2024 e Março de 2025 Objeto da experiência Ações e oportunidades de CREC em ações do COE Dengue e Outras Arboviroses e Sala de Situação do Clima em municípios amazônicos do Pará. Objetivos Relatar ações e oportunidades de Comunicação de Risco e Engajamento Comunitário (CREC) em territórios ribeirinhos amazônicos do Pará, com foco na sistematização de práticas e desafios em Marabá, Chaves e Breves, considerando as vulnerabilidades geográficas, comunicacionais e socioculturais. Descrição da experiência Quatro horas de voadeira e uma semana com populações ribeirinhas do Pará revelaram iniquidades do acesso à saúde. Em áreas isoladas, a desinformação sobre vacinas é agravada pela falta de internet. Conversas com moradores destacaram o papel das rádios e lideranças comunitárias na adesão à vacinação e à comunicação de riscos, evidenciando a importância de estratégias adaptadas aos contextos locais. Outro ponto relatado foi a centralidade de grupos de WhatsApp e demais redes sociais. Resultados Foram identificadas oportunidades para fortalecer a CREC, como a educação comunitária sobre queimadas em Marabá e o uso de meios alternativos e comunitários em Chaves e Breves. Parcerias com rádios, professores e agentes de saúde foram essenciais nas estratégias adotadas. A escuta qualificada evidenciou a centralidade das lideranças locais, enquanto a falta de internet reforçou a utilização de canais alternativos comunitários como os meios prioritários para a disseminação de informações. Aprendizado e análise crítica As experiências demonstram que a CREC deve ser adaptada a cada realidade, pois estratégias genéricas não são eficazes em territórios com culturas, línguas e acessos distintos. A escuta das comunidades e o vínculo com lideranças locais são essenciais para construir confiança. Em áreas ribeirinhas e tradicionais, é crucial utilizar formas de comunicação mais próximas, que respeitem os saberes locais e fortaleçam a participação ativa da comunidade nas decisões e ações. Conclusões e/ou Recomendações A comunicação de risco em territórios amazônicos demanda estratégias culturalmente sensíveis e com escuta qualificada. Recomenda-se capacitar comunicadores locais, fortalecer canais existentes, como rádios comunitárias, e manter articulação contínua com lideranças ribeirinhas. A CREC deve ser incorporada desde o início da resposta à emergência, evitando abordagens verticalizadas e priorizando a confiança e corresponsabilidade com as comunidades.

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  • Eixo 07 - Comunicação e Saúde