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Apresentação/Introdução Uma conjunto de abordagens relacionadas a práticas colaborativas em saúde mental têm sido desenvolvidas em diferentes contextos, considerando componentes variados e utilizando diferentes concepções do fazer interdisciplinar e colaborativo. Elas envolvem trabalho interprofissional, intersetorial e/ou ainda a colaboração entre profissionais, usuários, familiares, entre outros. Objetivos Este estudo objetivou conhecer as principais características da produção científica brasileira sobre práticas colaborativas em saúde mental desenvolvida entre 2010 e 2024, e apresentar os principais resultados encontrados nesses estudos. Metodologia Trata-se de estudo bibliométrico, realizado em três bases de dados (Medline, CINAHL e LILACS). O período de busca, coleta e tratamento dos dados aconteceu entre novembro de 2024 e maio de 2025. Utilizou-se uma combinação de descritores e palavras-chave, incluindo variações de colaboração, interprofissionalidade, interdisciplinaridade, cuidado integrativo, intersetorialidade, saúde mental e serviços de saúde mental. Foram incluídos artigos originais, primários ou secundários, publicados em português, espanhol ou inglês, entre 2010 e 2024. Os dados dos artigos incluídos foram extraídos por meio de planilha Excel e analisados por meio de estatística descritiva e análise temática. Resultados Foram incluídos 27 estudos, dos quais a maioria foi publicada entre 2019 e 2023. 18 (66,6%) são pesquisas qualitativas, 7 (25,9%) são estudos de revisão e 2 (7,4%) são quantitativos. A maior parte deriva de instituições localizadas no eixo Sul-Sudeste. O tema mais discutido foi a relação entre atenção primária e atenção especializada na saúde mental. Relações hierárquicas; centralização do cuidado no saber/poder médico; precarização dos vínculos de trabalho; quantidade insuficiente de trabalhadores; lacunas na formação dos profissionais; serviços e setores com lógicas diferentes; fluxos inexistentes ou burocratizados foram alguns desafios identificados. Conclusões/Considerações Os dados evidenciam algumas tendências nas pesquisas brasileiras relacionadas às práticas colaborativas em saúde mental. É necessário que estudos futuros aprofundem os sentidos dessa colaboração e as formas de operacionalizá-la, e que destaquem as necessidades e os papéis de todos os atores envolvidos no processo para avançar no campo teórico-prático da saúde mental e produzir cuidados alinhados ao modelo psicossocial.
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