CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS DOS LOCAIS DE RESIDÊNCIA E TRABALHO DOS PRIMEIROS CASOS DE FEBRE DO OROPOUCHE EM SANTA CATARINA, 2024

Vol 3, 2025 - 220098
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução Em 2024, foram registrados os primeiros casos autóctones de febre do Oropouche (FO) em Santa Catarina (SC). Há evidências do envolvimento do vetor Culicoides spp. no ciclo urbano da doença, no entanto, é necessária uma caracterização mais detalhada dos ambientes e dos fatores que favorecem sua presença, a fim de subsidiar estratégias e medidas eficazes de prevenção e controle da doença. Objetivos Descrever as características ambientais dos locais de residência e trabalho dos casos de FO. Metodologia Foi realizado um estudo descritivo, tipo série de casos, em residentes dos municípios de Luiz Alves, Botuverá, Brusque, Ilhota, Guabiruba e Blumenau, estado de SC, com detecção laboratorial para vírus Oropouche entre 25/04/2024 e 12/06/2024. Foi utilizado questionário semiestruturado com variáveis sociodemográficas e ambientais. As análises foram realizadas através de estatística descritiva. CAAE 88060725.4.0000.0008. Resultados Dos 42 casos detectados, 34 foram entrevistados, sendo 12 (35%) residentes de Luiz Alves, 10 (29%) de Botuverá, cinco (15%) de Brusque, cinco (15%) de Ilhota, um (3%) de Guabiruba e um (3%) de Blumenau. A maioria residia em área urbanizada (59%), próximo de corpos hídricos (79%), áreas de mata (88%) e culturas agrícolas (68%), principalmente bananicultura (57%). Quanto à ocupação, a maior parte trabalhava em área urbanizada (64%), próximo de corpos hídricos (82%), áreas de mata (79%) e culturas agrícolas (54%), com destaque para bananicultura (47%). A presença do vetor Culicoides spp. foi relatada em 91% dos domicílios e 86% dos locais de trabalho. Conclusões/Considerações Embora a maioria dos casos residissem e trabalhassem em área urbana, esses locais situavam-se próximos a corpos hídricos, áreas de matas e agrícolas, sobretudo bananicultura, favoráveis a proliferação de Culicoides spp. Portanto, o ambiente possivelmente exerce papel relevante na sustentação da transmissão e na magnitude da doença. Há que se compreender outros fatores que possam contribuir para a emergência da doença em regiões não endêmicas.

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