CAMPANHAS DE HIV, DESFECHOS EPIDEMIOLÓGICOS E OPERACIONAIS: PRECISAMOS FALAR SOBRE DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE E INCLUIR A COMUNICAÇÃO EM SAÚDE NO DEBATE

Vol 3, 2025 - 222902
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Resumo

Apresentação/Introdução As mudanças ocorridas na sociedade, especialmente nos direitos humanos e na comunicação, exigem uma avaliação contínua das intervenções de comunicação na Vigilância em Saúde. Apesar dos investimentos anuais em campanhas sazonais, não há respostas satisfatórias para HIV e aids no Brasil. Entre 2012 e 2023, o país registrou cerca de 542 mil casos da infecção pelo HIV e 1.165.599 casos de aids. Objetivos Analisar a relação das campanhas de HIV e aids com os desfechos epidemiológicos e operacionais na resposta brasileira ao HIV e à aids entre 2012 e 2023. Metodologia Trata-se de pesquisa de doutorado, de natureza exploratória e abordagem qualitativa, que adota a Triangulação de Métodos e usa técnicas das Pesquisas Documental e Comparativa, das Análises Temática de Conteúdo e Estatística e da Avaliação Normativa. Analisou 66 cartazes, 24 vídeos e 20 áudios de campanhas de HIV e aids; 10 notas técnicas e 9 roteiros elaborados por gestores e técnicos do Ministério da Saúde; dados epidemiológicos e operacionais; e uma planilha com valores investidos para a produção e a veiculação das campanhas de 2012 a 2022. Os dados foram coletados em sites do MS e via LAI, sistematizados, comparados, avaliados e analisados à luz da Comunicação e Vigilância em Saúde. Resultados Há um descompasso entre as solicitações e as execuções, pois nenhuma foi atendida totalmente, e significativa falta de informações sobre métodos de prevenção como PEP e PrEP. Embora as campanhas possam ter contribuído para aumento do diagnóstico no período analisado, não houve aumento no tratamento. Percebeu-se possível relação entre personagens e determinantes sociais, mas silêncio em relação ao porquê de estarem nas campanhas. Ao se comparar as mídias e a cobertura de PrEP, pode-se perceber que não alcançam populações-chave e prioritárias ao HIV, pois os principais usuários(82%) são do sexo masculino, brancos(55%), entre 30 e 39 anos(43,5%), com mais de 12 anos de escolaridade(71%). Conclusões/Considerações É imperativo reformular as campanhas, bem como destacar a Comunicação em Saúde para melhorá-las, resultando em decisões mais assertivas para HIV e aids. Não basta incluir um jovem, gay e preto como protagonista é preciso destacar o porquê de ele continuar sendo a principal vítima da infecção pelo HIV e como superar esses problemas nas diferentes dimensões da Vigilância em Saúde.

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  • Eixo 07 - Comunicação e Saúde