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Apresentação/Introdução Estudos apontam que a inclusão dos agentes comunitários de saúde (ACS) em intervenções que visam o fortalecimento do aleitamento materno apresenta resultados positivos. Contudo, um estudo recente realizado apontou a necessidade de maior capacitação dos profissionais de saúde, incluindo ACS, para atuar eficazmente nas intervenções que visam o fortalecimento do aleitamento materno. Objetivos Diante desse cenário, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar os conhecimentos, atitudes e práticas sobre aleitamento materno dos ACS de um município de pequeno porte do interior do estado de São Paulo. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo com 49 ACS. Os dados foram obtidos a partir de um questionário aplicado a todos os ACS do município, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. O questionário foi composto por 13 questões de caracterização dos participantes, 24 questões de conhecimento, além de 8 e 9 questões sobre atitudes e práticas, respectivamente. Um escore foi criado pela soma da pontuação das questões de conhecimento, onde respostas corretas foram codificadas como um (1), e incorretas e “não sei” como zero (0). Os dados obtidos foram analisados através de distribuições percentuais simples e cumulativas e de medidas de tendência central e dispersão. Resultados No escore de conhecimento sobre aleitamento materno, de um total de 24 pontos os participantes obtiveram uma pontuação média de 16,8 pontos (±3,4). O escore mais alto foi de 22 pontos, atingido por apenas um participante. Em contraste, um ACS marcou “não sei” em todas as perguntas, resultando em um escore de 0 pontos. Em relação às atitudes e práticas, muitos ACS reconhecem diversas ações relacionadas ao aleitamento materno como parte de suas atribuições, mas grande parte relatou não realizar essas ações na prática diária. Os resultados ainda apontaram que 77,6% dos ACS referiram nunca haver realizado treinamentos ou cursos sobre aleitamento materno. Conclusões/Considerações Os resultados evidenciaram lacunas no conhecimento dos ACS sobre aleitamento materno, incluindo duração recomendada, proteção contra doenças, posições e interrupção em caso de nova gestação. Também foram identificadas discrepâncias entre atitudes e a frequência de ações relacionadas ao tema. Esses achados reforçam a importância de investir na capacitação dos ACS e na criação de condições que favoreçam a adoção das práticas recomendadas.
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