AÇÃO DE SAÚDE NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO BAIXO CAETÉ: ESTRATÉGIA INTERSETORIAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM TERRITÓRIOS TRADICIONAIS DO ESTADO DO PARÁ, AMAZÔNIA.

Vol 3, 2025 - 219595
Comunicação Oral
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Resumo

Período de Realização Realizada de 26 a 30/05/2025, com quilombolas e ribeirinhos do Baixo Caetés, Moju e Abaetetuba. Objeto da experiência Ampla ação de saúde pública com enfoque na atenção integral às comunidades quilombolas e ribeirinhas do Baixo Caeté. Objetivos Promover o acesso a serviços de saúde e fortalecer políticas públicas para populações quilombolas do Pará, com foco na atenção básica, saúde bucal, saúde do idoso, saúde do homem, saúde da mulher e da criança, exames laboratoriais e orientação social, articulando atores interinstitucionais. Descrição da experiência A ação foi organizada pela SESPA, por meio da Coordenação de Saúde das Populações Tradicionais Quilombolas, com apoio da UFPA e CIIR. Atendeu mais de 600 usuários das comunidades de África, Laranjituba, Moju-Mirim, Cruzeiro e ribeirinhos de Moju e Abaetetuba, com mais de 4.840 serviços: consultas, exames, saúde bucal, triagem, medicamentos, encaminhamentos e apoio social. A iniciativa segue a PNSIPN, a PNAB e as diretrizes da extensão universitária. Resultados A ação resultou em mais de 4.840 atendimentos, com ampla adesão das comunidades, fortalecimento da atenção básica e visibilidade das necessidades locais. O trabalho interinstitucional garantiu resposta rápida, integração de saberes e acolhimento ampliado. Destaque para o atendimento à mulher e à criança, com rastreio de agravos e início de cuidados. A triagem de enfermagem organizou os fluxos. Os resultados reforçam a importância das políticas públicas e da intersetorialidade. Aprendizado e análise crítica A experiência evidenciou a importância da presença do Estado em territórios tradicionais, com respeito às especificidades étnico-raciais. Destacou a eficácia da articulação intersetorial e da integração ensino-serviço-comunidade na promoção da equidade. O contato direto com a realidade quilombola possibilitou aos profissionais repensar práticas, desenvolver empatia e atuar com competência cultural. Reforçou o enfrentamento ao racismo institucional e os desafios ao acesso à saúde. Conclusões e/ou Recomendações A ação reafirma a necessidade de políticas públicas territorializadas e permanentes em comunidades quilombolas, com atuação de instituições como a SESPA. Recomenda-se sua ampliação, com fortalecimento da Atenção Primária, formação continuada com foco na equidade e participação social ativa. A presença do Estado deve ser contínua e alinhada aos princípios do SUS, combatendo o racismo estrutural e garantindo o direito à saúde.

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  • Eixo 30 - Saúde da População Negra, Quilombola e de Terreiros