A INTERFACE DA ATUAÇÃO INTERPROFISSIONAL NA ESTIMULAÇÃO PRECOCE DE CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE SOFRIMENTO MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Vol 3, 2025 - 220540
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Período de Realização A experiência ocorreu no período de 16 de setembro de 2024 à 18 de dezembro de 2025 Objeto da experiência Atenção à saúde mental de crianças de 0 a 3 anos no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), com foco na estimulação precoce Objetivos Descrever as ações interprofissionais desenvolvidas na promoção do cuidado em saúde mental de crianças com atrasos no desenvolvimento, além de fomentar o fortalecimento dos vínculos familiares e intersetoriais, e a educação permanente dos profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde Descrição da experiência A experiência foi desenvolvida na Unidade de Saúde da Família (USF) Divino Espírito Santo após um diagnóstico situacional que indicou alto índice de agravos psíquicos em crianças. Buscou-se detectar atrasos no desenvolvimento e ampliar o cuidado integral das crianças assistidas. Assim, realizou-se ciclos de acolhimentos, atendimentos individuais, formação de grupos terapêuticos infantis e atividades formativas para familiares, educadores infantis e profissionais da saúde que atuam na USF Resultados Criou-se um fluxograma e realizou-se dois ciclos de acolhimentos, amparando o total de 23 crianças. Posteriormente, formou-se dois grupos infantis, o primeiro com 04 e o segundo com 03 participantes, e outras 03 crianças continuaram em atendimento individual. Foram realizadas ações de educação em saúde e na saúde abordando a saúde mental infantil, como: duas salas de espera com familiares, uma palestra com docentes infantis da rede municipal e duas oficinas formativas com profissionais da USF Aprendizado e análise crítica Percebeu-se fragilidades na formação dos profissionais em relação à saúde mental infantil, barreiras na adesão familiar e na articulação com a rede. Entretanto, a atuação interprofissional fortaleceu a clínica ampliada, reforçando a importância da escuta qualificada e da corresponsabilização, como preconiza a Política Nacional de Humanização. Ademais, proporcionou a integralidade do cuidado, a educação permanente e a criação do vínculo com o território para a promoção da saúde integral infantil Conclusões e/ou Recomendações O relato destacou a importância da interprofissionalidade e da estimulação precoce na atuação dos atrasos no desenvolvimento infantil. Fomentou, também, o potencial da intersetorialidade e da abordagem territorializada no cuidado integral à saúde mental das crianças, enaltecendo a relevância da rede e da educação permanente na formação profissional. Propõe-se, pois, a continuidade das ações e o fortalecimento contínuo dos vínculos familiares

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  • Eixo 18 - Infância, adolescência e saúde