VERMELHO, AMARELO E VERDE: CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES COM RISCO PARA SARS-COV2 EM UMA MATERNIDADE

Vol.1 - 2021 - 137012
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Resumo

Resumo

A pandemia COVID-19 já provocou quase um milhão de óbitos no planeta e o Brasil ocupa a terceira posição em número de casos. A Bahia triplicou o número de casos após abertura do comércio e a capital baiana, Salvador, concentra quase 30% dos casos ativos do estado. Diante desse contexto, a Maternidade Climério de Oliveira implementou uma estratégia, no âmbito hospitalar e ambulatorial, para identificar e monitorar seus pacientes suspeitos/contactantes/confirmados de COVID-19. Foi construído um fluxograma de classificação de pacientes com risco para o diagnóstico de SARS CoV-2 de acordo com sintomas apresentados, nas cores vermelha, amarela e verde. Foram monitorados 45 casos, dos quais, foram classificados 41 vermelhos e 4 amarelos. Conclui-se que o uso do fluxograma contribui para a detecção precoce de casos suspeitos e confirmados; fomenta à promoção da saúde dos usuários da MCO; valida a importância dos processos de Educação em Saúde; e valoriza o saber profissional daqueles que atuam na atenção à saúde5.

Introdução

Desde 11 de março de 2020¹, oficialmente se vive em estado de alerta pela pandemia COVID-19, que já provocou mais de um milhão de óbitos em todo o mundo². O continente americano é o atual epicentro da doença, onde o Brasil ocupa a terceira posição em número de caso, ficando atrás apenas dos EUA e Índia². O estado de São Paulo, desde o início da transmissão comunitária no Brasil, concentra o maior número de casos e óbitos do país. No entanto, após a reabertura do comércio local em julho de 2020, a Bahia triplicou o número de casos, destacando-se no cenário nacional3. Mesmo com o avanço da doença no interior do estado, presente em 99% dos municípios, a capital baiana, ainda acumula quase 30% dos casos ativos do estado4. Diante deste panorama, a Maternidade Climério de Oliveira (MCO), localizada em Salvador-Ba, utiliza estratégias para identificar e monitorar os casos suspeitos, confirmados de COVID-19 e contactantes que são assistidos na instituição, nos eixos hospitalar e ambulatorial.

Objetivos

Apresentar a aplicabilidade da estratégia de classificação de risco, adaptada para casos suspeitos, contactantes e confirmados de COVID-19, nos eixos hospitalar e ambulatorial, da Maternidade Climério de Oliveira.

Metodologia

Trata-se de um relato de experiência sobre a aplicabilidade da estratégia de classificação de risco, adaptada aos casos suspeitos, contactantes e confirmados de COVID-19. Para isso, desde junho de 2020, a fim de otimizar o monitoramento destes pacientes, utilizou-se um fluxograma nas cores vermelha, amarela e verde, que representam, respectivamente alto, intermediário e baixo risco. Para os suspeitos, contactantes e confirmados, classificados como vermelhos, são adotadas as medidas de precaução. São classificados em amarelo, aqueles com sintomas para COVID-19, mas com a causa primária vinculada a outra doença. Os pacientes assintomáticos são classificados na cor verde e, assim como os de cor amarela, são mantidos sob a vigilância da equipe de saúde. À medida que os sintomas evoluem ou regridem, os pacientes são reclassificados segundo características vinculadas às cores, viabilizando a identificação precoce dos casos. Resultados e Discussão Entre junho e setembro de 2020, foram monitorados 45 casos, dos quais, foram classificados 41 vermelhos e 4 amarelos. Entre os de alto risco, havia 16 gestantes, 10 puérperas, 3 recém-nascidos e 12 pacientes com outras demandas (situação de abortamento, malformação congênita, endocrinologia, mastologia, psiquiatria, mola hidatiforme e planejamento familiar). Sob risco intermediário, identificaram-se 4 pacientes: 2 gestantes, 1 em situação de abortamento e 1 paciente da mastologia. Destas, 2 foram suspeitas para COVID-19 antes da implementação deste protocolo. Os pacientes assintomáticos, e que recebem alta do telemonitoramento são classificados como verdes. Para todos estes, são aplicadas práticas de Educação em Saúde, tais como: medidas de distanciamento social; etiqueta respiratória; e higienização das mãos6.

Conclusões / Considerações finais

A utilização da estratégia de classificação de risco por cores, associada ao uso do fluxograma, favoreceu uma maior compreensão quanto à necessidade da manutenção do seguimento assistencial ao paciente. Tal aspecto enfatiza que a compreensão pelos profissionais de saúde sobre os fatores de risco, como hábitos de vida e comorbidades, influenciam no agravamento do paciente, e, por conseguinte, na sua mobilidade na classificação de risco. Dessa forma, o uso da estratégia fomenta à promoção da saúde dos usuários da MCO; valida a importância dos processos de Educação em Saúde; valoriza o saber profissional daqueles que atuam na atenção à saúde, seja no serviço ambulatorial ou hospitalar.

Referências

1- OMS declara novo coronavírus uma pandemia. OMS, 2020. Disponível em: . Acesso em: 12 mai. 2020. 2- Who coronavirus disease (covid-19) dashboard. WHO, 2020. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2020. 3- BRASIL, MS. Coronavírus. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2020 4- BAHIA, Governo do Estado. Painel Epidemiológico. Central Integrada de Comando e Controle da Saúde. Disponível em: . Acesso: 22 set. 2020. 5- Brasil, MS. Guia de vigilância epidemiológica. Emergência de saúde pública de importância nacional pela doença pelo coronavírus 2019. Vigilância de síndromes respiratórias agudas COVID – 2019. Brasília, 05 de agosto de 2020. 6- BRASIL, MS. Coronavírus. Medidas não farmacológicas. Disponível em: . Acesso em: 29 set. 2020.

Eixo Temático
  • 4.2. Política, Gestão e Atenção Hospitalar