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A territorialização é um instrumento utilizado na prática da saúde pública que gera subsídios para elaboração de estratégias em saúde, através de diagnósticos interdisciplinares e participativos, com mapeamento das áreas de abrangência da Saúde da Família.O principal objetivo da territorialização é planejar as ações, organizar os serviços e viabilizar os recursos para o atendimento das necessidades de saúde dos cidadãos/famílias residentes no território, com vistas à melhoria dos indicadores e condições de saúde da comunidade. Neste sentido o presente relato de experiência visa descrever um processo de territorialização em saúde das equipes da atenção básica, com vistas a reorganização do território e integração da atenção básica e vigilância em Saúde, potencializando o planejamento em saúde. Os encontros foram possibilitados por meio de uma parceria entre o Cosems Paraná e Secretaria Estadual de Saúde do Paraná e municípios da área de abrangência da 16ª região de saúde. Como proposta metodológica utilizou-se a Educação Permanente em Saúde. Os participantes conseguiram compreender a importância do planejamento de ações de forma ascendente, trabalhando com necessidades de saúde e territorialização e motivados a revisarem seus territórios e a realizarem encontros municipais para replicarem a territorialização e integração da Atenção básica e vigilância em saúde.
A territorialização é um instrumento utilizado na prática da saúde pública que gera subsídios para elaboração de estratégias em saúde, através de diagnósticos interdisciplinares e participativos, com mapeamento das áreas de abrangência da Saúde da Família, fornecendo informações aos gestores públicos sobre as condições referentes à qualidade de vida da população, contribuindo para a elaboração do plano de assistência das equipes da estratégia de saúde da família. Essa perspectiva de atuação possibilita aos profissionais de saúde compreender a dinâmica que envolve o meio onde se estabelece o processo saúde/doença, assim como os problemas e necessidades de saúde, tendo o território como vivo e dinâmico (BRASIL, 2018). Desta forma, este processo permite conhecer a realidade do território, com a construção de mapas, diagnósticos dos problemas e necessidades de saúde que permitam a identificação dos diversos elementos presentes no contexto social.O principal objetivo da territorialização é planejar as ações, organizar os serviços e viabilizar os recursos para o atendimento das necessidades de saúde dos residentes no território com vistas à melhoria das condições de saúde da comunidade.
Relatar um processo de territorialização em saúde das equipes da atenção básica, com vistas a reorganização do território e integração da atenção básica e vigilância em Saúde, potencializando o planejamento em saúde.
Participaram da oficina de territorialização, a apoiadora do COSEMS, representantes da equipe técnica da regional de saúde atuantes no setor de Vigilância em Saúde, Atenção Básica e Seção de Ações Estratégicas, bem como os gestores e profissionais da Vigilância em Saúde e da Atenção Básica dos municípios que formam a 16ª Região de Saúde de Apucarana. Iniciou-se com uma roda de conversa promovendo a discussão sobre o território e leitura de texto base. Na sequência responderam as seguintes questões: Como foi o processo de organização de seu território? Quem participou? Existe delimitação de área por equipe da AB? Quais ações de vigilância estão inseridas na Atenção Básica? A partir da analise do mapa atual, realizou-se um processo crítico reflexivo sobre a integração entre atenção básica e vigilância em saúde na organização do território. Na dispersão, os municípios revisitariam seus territórios, a partir dos saberes aprendidos. Resultados e Discussão Os gestores e suas equipes técnicas municipais relataram fragilidades na integração entre o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de endemias (ACE), sendo que alguns trabalhavam há 20 anos com a mesma divisão territorial. Além disso evidenciou-se dificuldade na comunicação e no processo de integração das equipes da atenção básica e da vigilância em saúde. Essas dificuldades e fragilidades motivaram os participantes à elaborarem estratégias para qualificar o seu processo de territorialização, utilizando a classificação e estratificação de risco familiar. Outro ponto importante foi o entendimento das equipes em trabalharem com um território único, para o desenvolvimento de ações em conjunto (ACS e ACE). Os participantes saíram motivados a revisarem seus territórios e a realizarem encontros municipais para replicarem a importância da territorialização e integração da AB e VS. Destaca-se que após a oficina, a região teve um aumento da cobertura da AB passando de 93,50% (março/2019) para 94,56% (março/2020), da mesma forma que houve um aumento de 3.632 pessoas vinculadas às equipes, comparando o primeiro quadrimestre de 2020, com julho de 2020.
Os participantes, principalmente os gestores conseguiram compreender a importância do planejamento de ações de forma ascendente, trabalhando com necessidades de saúde e territorialização. Os gestores discutiram com suas equipes a importância de ampliar a assistência da equipe multiprofissional em determinada localidade. Além da revisão da territorialização, a oficina veio de encontro com o Programa Previne Brasil, ressaltando a importância de reorganizar esse território a partir de uma população real. O movimento reforçou o caminho da Educação Permanente em Saúde para compartilhamento de saberes e construção colaborativa da territorialização das áreas de atuação das equipes municipais, contribuindo desta forma para o fortalecimento da atenção básica. Evidencia-se a necessidade de fortalecimento da concepção do território como elemento estruturante para análise e planejamento estratégico local das ações integradas da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia Política Nacional de Atenção Básica – Módulo 1 : Integração Atenção Básica e Vigilância em Saúde [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_politica_nacional_atencao... Acesso em: 10 ago.2020 BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União; 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
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