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A Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no preconiza o cuidado integral ao usuário de forma regionalizada e descentralizada. Assim, o objetivo desse trabalho é identificar problemas na Rede de Enfrentamento do Câncer (REC) de MT. Para isso, foi adotado o Planejamento Estratégico Situacional, que tem foco em problemas de uma realidade, sobre a qual se pretende agir, cuja delimitação considera a perspectiva dos atores que os vivenciam e reconhece que há modos diversos de perceber e explicar a realidade, o que confere diferentes sentidos e graus de relevância aos problemas identificados. Dos problemas identificados, tem-se a falta de equipe multidisciplinar no Hospital de Câncer, centralização dos serviços de alta complexidade nos municípios sede da região e na capital do estado e uma rede de cuidado fragmentada. Do ponto de vista dos usuários, que por meio do estudo de Oliveira, Reis e Silva (2018) pacientes relataram dificuldades no acesso a REC, atrasos na obtenção de diagnóstico e encaminhamento, retardando o início do tratamento e dificuldades no deslocamento até o serviço especializado para o tratamento. Conclui-se que problemas intermediários e terminais tem prejudicado a fluidez da REC com rastreamentos e diagnósticos precoces, oportunizando tratamentos de imediatos aos pacientes oncológicos.
A Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde (RAS) das Pessoas com Doenças Crônicas no SUS (Portaria 874/2013) preconiza o cuidado integral ao usuário de forma regionalizada e descentralizada. A RAS, organização poliárquicas de conjuntos de serviços de saúde, coordenada pela Atenção Primária (AP) à Saúde, com objetivos comuns e ação cooperativa e interdependente, permitem ofertar uma atenção contínua e integral à determinada população. Referente ao câncer, destaca-se o INCA, órgão auxiliar do MS no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle da doença no Brasil, por meio da assistência médico-hospitalar, prestada direta e gratuitamente aos pacientes com câncer. No país há 317 unidades e centros de assistência habilitados no tratamento do câncer, onde as secretarias estaduais e municipais de saúde, por meio da AP, organizam o atendimento dos pacientes no serviço público de saúde. Para a efetividade dos serviços oncológicos, é necessário a identificação dos problemas relacionados a REC, com participação ativa de gestores e coordenadores do SUS, a regulação dos usuários, o acesso e a coordenação do cuidado.
Identificar possíveis problemas na Rede de Enfrentamento do Câncer de Mato Grosso, Amazônia – Legal, Brasil.
Por ser o um Congresso de Politicas, Planejamento e Gestão em Saúde, optou-se em fazer um recorte no projeto de mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com enfoque no planejamento. O projeto traz por temática o câncer, e por isso o Planejamento Estratégico Situacional (PES) considerou-se o “problema” para a orientação deste resumo. Pois uma Rede de Enfrentamento do Câncer (REC) quando bem estruturada contribui para a diminuição destas estatísticas, por meio do diagnóstico precoce oportuniza-se o tratamento de imediato (BRASIL, 2014) e a recuperação do individuo. E estes probelmas foram mapeados nos textos utilizado na construção do item “Revisão da literatura” da dissertação. As informações encontradas froam descritas em “resultados e discussão” no intuito de impulsionar pesquisas mais especificas na temática, Planejamento-rede-câncer. Resultados e Discussão Na Rede de Enfrentamento do Câncer de MT há serviços de média e alta complexidade oncológica habilitados em três municípios (Cuiabá, Rondonópolis e Sinop) e outro sendo habilitado em Cáceres, porém, mantidos desde 2013 com recursos da Secretaria de Estado de saúde de Mato Grosso. Ao todo existem seis serviços para o tratamento habilitados na REC. Alguns problemas foram identificados nessa rede. No ano de 2017, por meio de fiscalização no Hospital de Câncer/MT, constataram deficiência nos recursos físicos e humanos: a inexistência de UTI Pediátrica e falta de equipe multidisciplinar. Além destes problemas, estudos regionais de Oliveira, Reis e Silva (2018) com pessoas diagnosticadas com câncer num município do interior de MT, relataram dificuldades no acesso a REC; atrasos na obtenção de diagnóstico e encaminhamento; diversas idas e vindas, retardando o início do tratamento e dificuldades no deslocamento até o serviço especializado para o tratamento. Outros estudos, de Martinelli (2014) e Lima et al. (2012), apontam que os serviços de alta complexidade e a rede de cuidado é fragmentada, pois estão concentrados e centralizados nos municípios sede da região e na capital do estado.
Conclui-se que há problemas na Rede de atenção ao paciente com câncer em Mato Grosso e enfrentá-los é necessário, para equipara a situação real com a situação ideal que é de ter uma Rede de Atenção ao Câncer fluindo com rastreamentos e diagnósticos precoces, oportunizando tratamentos de imediatos aos pacientes oncológicos.
BRASIL. PORTARIA Nº 874, DE 16 DE MAIO DE 2013. Retrieved 05 14, 2020, from Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Lima LD, Queiroz LFN, Machado CV, Viana ALÁ. Descentralização e regionalização: dinâmica e condicionantes da implantação do Pacto pela Saúde no Brasil. Rev Ciênc Saúde Coletiva. 2012;17(7):1903-14 Martinelli NL. A regionalização da saúde no Estado de Mato Grosso: o processo de implementação e a relação público-privada na região de saúde do Médio Norte Mato – Grossense. Tese [Doutorado Faculdade de Medicina] - Universidade de São Paulo. Programa de Medicina Preventiva; São Paulo, 2014. Oliveira, J.M; Reis, JB; Silva R.A. Busca por cuidado oncológico: Percepção de Pacientes e Familares. Rev. Enferm. UFPE on line, Recife. v. 12, n. 4, p. 938-946, 2018
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