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Trata se de um relato de experiência em curso, que tem por objetivo implementar um processo de integração ensino-serviço com o uso da comunicação como ferramenta para a ampliação da cobertura vacinal em uma região de saúde, durante o período de distanciamento social, ocasionado pela pandemia da Covid-19. A proposta desenvolvida conta com o apoio dos servidores da 16º Região de Saúde, bolsistas de um projeto de extensão e uma estagiária do setor de Ações Estratégicas e Redes de Atenção (SCAERA), apoiadora do COSEMS, diretoria do COSEMS para firmar parcerias com instituições de ensino superior na região bem como docentes e alunos dos cursos da área de saúde, de Marketing e Propaganda, para elaborar ações conjuntas como Post’s, Folders digitais, Podcast, e outros materiais para serem amplamente divulgados por meio das redes sociais, para a população em geral .A integração ensino-serviço permite o fortalecimento do SUS, e experiências reais aos acadêmicos, bem como contribui para a consolidação do papel social a ser desenvolvido pelas instituições de ensino superior. Espera-se que as ações/estratégias/intervenções supracitadas possam impactar de forma positiva na cobertura vacinal à população, contribuindo desta maneira para a proteção coletiva da população e diminuição das possibilidades de que doenças até então erradicadas possam reemergir durante a pandemia.
Em dezembro de 2019, em Wuhan na China, foi identificado um novo vírus com potencial pandêmico, denominado Sars Cov-2, causador da Covid-19. Devido a pandemia, o processo de trabalho dos profissionais se modificou colocando o foco nas medidas de proteção e atendimento ao covid-19. E a população se afastou das unidades basicas de saude. Com isso as atividades de vacinação foram diminuídas. No Brasil, a população tem acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), através do Programa Nacional de Imunização (PNI). Desde que foi criado, em 1973, o programa busca a inclusão social, assistindo todas as pessoas, em todo o país, sem distinção de qualquer natureza. O país já erradicou, por meio da vacinação, doenças de alcance mundial como a varíola e a poliomielite (paralisia infantil).(TEMPORÃO, 2003) Mediante o cenário pandêmico evidenciado pela população mundial, a busca por uma vacina para a Covid-19 se intensificou constantemente, hoje a nível mundial temos cerca de 160 novas vacinas sendo desenvolvidas. Porém as vacinas que constam no calendário básico não estão atingido cobertura adequada.
Relatar um processo de integração ensino-serviço para implementar estratégias de comunicação como ferramenta para o aumento da cobertura vacinal em uma região de saúde do Norte do Paraná, durante o período de distanciamento social ocasionado pela pandemia da Covid-19.
O presente relato de experiência ainda em curso, na area de abrangencia da 16 ª regional de saúde para ampliar a cobertura vacinal, por meio de uma integração ensino, serviço e comunidade.A proposta desenvolvida conta com o apoio dos servidores da 16º Região de Saúde, bolsistas de um projeto de extensão e uma estagiária do setor de Ações Estratégicas e Redes de Atenção (SCAERA), apoiadora do COSEMS, diretoria do COSEMS para firmar parcerias com instituições de ensino superior na região bem como docentes e alunos dos cursos da área de saúde, de Marketing e Propaganda, para elaborar ações conjuntas como Post’s, Folders digitais, Podcast, e outros materiais para serem amplamente divulgados por meio das redes sociais, para a população em geral. Destaca-se que a área de abrangência da 16ª RS é formada por 17 municípios, sendo 12 com população até 10.000 habitantes, 02 com 10.001 a 20.000 hab., 01 com 20.001 a 50.000 hab., e 02 de 100.001 a 500.000 habitantes (BRASIL, 2020). Resultados e Discussão Os dados extraídos pelo DataSus, 2020, por meio do Tabnet desde o ano de 2016 mostram que a cobertura vacinal referente a população da 16ª regional de saúde está em queda acentuando-se no ano de 2020. Alguns fatores que podem contribuir para essa baixa na cobertura são: movimentos antivacina, e a falta de abastecimento dos estoques de vacina à nível nacional, que gera demanda reprimida, e o isolamento social causado pela pandemia, que leva a indecisão e recusa à vacinação . As intervenções que se sobressaíram para diminuir a recusa vacinal possuía mais do que um componente e se direcionava ao aumento de conhecimento (estratégias de comunicação, mídia, mobilização social, instrumentos informativos para profissionais de saúde). E também intervenções de agendamento e convocação para vacinação direcionadas à população-alvo.( SATO,2018) As ações/estratégias levantadas para minimizar esse problema serão: sistema de Drive thru, criação de Podcasts, Folder’s, Post’s, e que com o auxílio da internet possibilitará impactar as pessoas e principalmente, além de diminuir aglomerações. Com isso, as ações pensadas vão de encontro às novas medidas sanitárias vigentes a partir da pandemia.
A integração ensino-serviço permite o fortalecimento do SUS, e experiências reais aos acadêmicos, assim os qualifica para o mercado do trabalho, bem como contribui para a consolidação do papel social a ser desenvolvido pelas instituições de ensino superior. Espera-se que as ações/estratégias/intervenções supracitadas possam impactar de forma positiva na cobertura vacinal à população adscrita à área de abrangência da região de saúde em questão, contribuindo desta maneira para a proteção coletiva da população e diminuição das possibilidades de que doenças até então erradicadas possam reemergir durante a pandemia.
BRASIL; Ministério da Saúde; E-Gestor Atenção Básica. Histórico da Cobertura da Atenção Básica. Disponivel em: set. 2020 . BRASIL; Ministério da Saúde; DATASUS. tabnet.datasus.gov.br/tabnet/tabnet.htm. Disponível em:. Acesso em set. 2020. TEMPORÃO, José Gomes. O Programa Nacional de Imunizações (PNI): origens e desenvolvimento. Hist. cienc. saúde-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 10, supl. 2, p. 601-617, 2003. SATO, Ana Paula Sayuri. Qual a importância da hesitação vacinal na queda das coberturas vacinais no Brasil? Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 52, 96, 2018 .
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