Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
A Integração Ensino, Serviço e Comunidade (IESC) é de fundamental relevância para a ampliação e fortalecimento tanto da formação em saúde, quanto para a assistência e cuidado ofertados pelos serviços de saúde. Pretendeu-se conhecer as percepções de discentes de graduação da área da saúde de uma universidade pública no interior de um estado do Nordeste. Estudo transversal, quanti-qualitativo, realizado por meio de questionários semiestruturados autoaplicáveis. Analisou-se os dados de forma descritiva por meio dos softwares Excel® e WebQDA®. Participaram dessa pesquisa 412 acadêmicos. Cerca de 20% (n=71) dos discentes não possuía nenhuma compreensão sobre a IESC. As concepções também estavam alinhadas à entendimentos como Associação da teoria com a prática (35%; n=127), e Estratégia para Aperfeiçoamento da formação para o SUS (12%; n=44). É importante atentar sobre o olhar discente para a IESC como uma estratégia de formação para o SUS, pois tal integração permite e colabora com e para mudanças na formação em saúde dos profissionais, propiciando caraterísticas como criticidade e resolutividade, através da valorização e aproximação de vivências e práticas na Rede de Atenção à Saúde, e da reflexão e vocalização da realidade das comunidades, acentuando a relevância da IESC para a construção contínua de efetivação do SUS.
Como discorrem Campos, Aguiar e Belisário (2012), existe um distanciamento entre a educação na saúde e a realidade dos serviços de saúde. Schott (2018) aponta que as inovações curriculares das universidade brasileiras estão em curso, e que a Interação Ensino, Serviço e Comunidade (IESC) não é apenas a presença da academia (docentes e /ou discentes) nos espaços de cuidado em saúde, mas ocorre, principalmente, através da problematização e de possíveis e mínimas reflexões e/ou ações com enfoque na transformação social, formando assim profissionais mais críticos e reflexivos. A autora (SCHOTT, 2018) também pontua sobre a integração como uma estratégia de educação permanente para trabalhadores e profissionais da saúde. SILVEIRA et al (2020) afirmam que “a IESC pode representar uma possibilidade para qualificar simultaneamente a formação e o cuidado em saúde”. Nesse prima, a integração ensino, serviço e comunidade é de fundamental relevância para a ampliação e fortalecimento tanto da formação em saúde, quanto para a assistência e cuidado ofertados pelos serviços de saúde.
Pretendeu-se conhecer as percepções de discentes de graduação da área da saúde de uma universidade pública no interior de um estado do Nordeste.
Estudo transversal, quanti-qualitativo, realizado por meio de questionários semiestruturados autoaplicáveis. Os sujeitos desse estudo, realizado no período de fevereiro de 2018 a junho de 2019 nas dependências da Instituição de Ensino e via internet, foram discentes de graduação em saúde dos oito cursos oferecidos pela Universidade Federal de Sergipe, Campus Universitário de Lagarto. O instrumento utilizado foi composto por 3 eixos: sociodemográfico, condições de ensino, e condições de saúde. Todos os alunos matriculados que aceitaram participar da presente investigação foram incluídos. Respeitou-se a resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Analisou-se os dados de forma descritiva por meio dos softwares Excel® e WebQDA®. Esse estudo é vinculado ao projeto “Política de Educação Permanente em Saúde: Recursos Humanos e Articulação Ensino-Serviço no cenário das RAS no Estado de Sergipe”, realizado pelo Núcleo Transdisciplinar de Estudos em Saúde Coletiva (NUTESC) (CAAE: 949.513). Resultados e Discussão Participaram dessa pesquisa 412 acadêmicos. Quanto as percepções sobre a IESC, destaca-se que cerca de 20% (n=71) dos discentes não possuía nenhuma compreensão sobre o tema. Ainda, as concepções estavam alinhadas à entendimentos como Associação da teoria com a prática (35%; n=127), Módulo de Prática de Ensino na Comunidade (PEC) (1,4%; n=5), Prestação de Serviços (15,5%; n=56) e Estratégia para Aperfeiçoamento da formação para o SUS (12%; n=44). SILVEIRA et al. (2020) apontam que as percepções são resultantes de saberes e experiências discentes, e que a articulação pode resultar na prestação de cuidado e assistência à saúde de forma inovadora. Sugere-se que a acentuada ausência de compreensão, e entendimentos relacionados à associação entre teoria-prática, e módulo da PEC, pode ser derivada da frequência de estudantes do primeiro período de graduação (42,5%; n=175), os quais possuem contato com a IESC, normalmente, através da PEC, que utiliza o Arco de Maguerez como instrumento.
Considerando a análise temática dos discursos, foi possível perceber que as percepções possuem em geral perpassam diversos temas, em contextos mais amplos que apenas a assistência à saúde. Apesar de serem notadas reflexões pouco profundas, os discentes também são usuários do SUS, e estão cursando diferentes cursos de graduação (competências e habilidades, cursos historicamente mais centrados no paradigma biomédico), o que pode estar relacionado com as diferentes percepções sobre a IESC observadas nesse estudo. É importante atentar sobre o olhar discente para a IESC como uma estratégia de formação para o SUS, já que tal integração permite e colabora com e para mudanças na formação em saúde dos profissionais, propiciando caraterísticas como criticidade e resolutividade, através da valorização e aproximação de vivências e práticas na Rede de Atenção à Saúde, e da reflexão e vocalização da realidade das comunidades, acentuando a relevância da IESC para a construção contínua de efetivação do SUS.
CAMPOS, F.E., AGUIAR, R.A.T., BELISÁRIO, S.A. A Formação Superior dos Profissionais de Saúde. In: Giovanella L, Ecorel S, Lobato LVC, Noronha, JC, Carvalho AI (org). Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. 2 Ed. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2012. p. 885-910. SILVEIRA, João Luiz Gurgel Calvet da et al. Percepções da integração ensino-serviço-comunidade: contribuições para a formação e o cuidado integral em saúde. Interface (Botucatu), Botucatu, v.24, e190499, 2020. https://doi.org/10.1590/interface.190499. Schott Marcia. Articulação ensino-serviço: estratégia para formação e educação permanente em saúde. REFACS [internet]. 2018. v. 6, n. 2, p. 264-268. Disponível em: . Acessado em 16 jul. 2020.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo