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Projeto aprovado no Edital Produtividade em Pesquisa/CNPQ tem como objeto a Educação Interprofissional em Saúde/EIP e as Práticas Colaborativas. Está em consonância com a OMS e a OPAS que elaboraram os marcos teórico-conceituais e metodológicos da EIP e vêm estimulando a sua incorporação nas políticas de formação em saúde. Países como Canadá e Inglaterra investem há mais de 3 décadas na formação de profissionais de saúde através da EIP tornando-os mais aptos ao efetivo trabalho em equipe. No Brasil experiências tem sido realizadas na perspectiva dessa formação e há algumas produções a respeito o que reitera que sigamos avaliando e ampliando as investigações a respeito. Este projeto tem como horizonte as demandas da OMS, da OPAS e do Ministério da Saúde em relação a EIP e as Práticas Colaborativas como estratégias para enfrentamento dos desafios em saúde em relação a recursos humanos, formação e processo de trabalho na saúde. Está em execução e envolve 2 Instituições de Ensino Superior da região nordeste e sul buscando aproximar realidades diferentes, mas com um mesmo interesse e foco.
Em consonância com a OMS, a OPAS e o Ministério da Saúde este projeto reconhece a EIP e as Práticas Colaborativas na Atenção à Saúde como importantes na redução da crise mundial na saúde e na mitigação das lacunas em vários sistemas de saúde. Portanto, inovadoras para redução da crise mundial na saúde e se configuram como atividades entre diferentes profissões da saúde aprendem juntos de forma interativa com o intenção clara de melhorar a colaboração interprofissional para melhorar a saúde e bem estar dos pacientes e famílias(Reeves et al, 2016).A EIP envolve duas ou mais profissões em processo de aprendizagem conjunto, interativo impactando positivamente na colaboração e na qualidade da atenção à saúde das pessoas, famílias e comunidades.Processo que impõe intencionalidade nas iniciativas e colaboração como princípio nas relações interprofissionais no trabalho em saúde. As Práticas Colaborativas incidem na intenção de profissionais de diferentes áreas que desenvolvem graus de autonomia profissional trabalhando junto com outros profissionais e assim oferecer melhor atenção à saúde aos pacientes(D’Amour et al ,2008). Sobre essa estratégia educacional que trata esse projeto.
Investigar a presença das premissas da Educação Interprofissional em Saúde e das Práticas Colaborativas na formação em saúde e seus reflexos na integralidade da atenção à saúde. São 05 Objetivos Específicos que vão desde mapear as instituições de ensino com cursos de graduação em saúde a estimular a criação de acordos interinstitucionais a fim de disseminar conhecimentos relacionados à EIP subsidiando e fomentando a implementação do EIP em cursos de graduação e pós-graduação
Estudo do tipo exploratório, através de uma abordagem quantitativa e qualitativa, ou seja, método misto sendo que a ênfase no qualitativo se dará no aprofundamento da compreensão, da abrangência e da diversidade do fenômeno estudado. Metodologia organizada em etapas/subprojetos que em vários momentos se atravessam não sendo uma execução linear e sequencial.1ª-Etapa:pesquisa documental sobre as Instituições de Ensino seus currículos, projetos pedagógicos, estrutura do corpo docente e discente. 2ª-Etapa: pesquisa qualitativa com participantes, ou seja, coordenadores, docentes, discentes, utilizando instrumentos como Grupo Focal, Entrevistas, Observação.3ª-Etapa:pretende-se utilizar a Metodologia Metaplan com todos participantes (se possível) para elaborar um documento que irá compor o relatório final com proposições que fortaleçam a EIP na perspectiva da integralidade. Projeta-se Seminário nacional articulado com OPAS, MS e outros órgãos e instituições formadores em saúde Resultados e Discussão Pesquisa em desenvolvimento projeta-se como Resultados:1. Mapeamento das Instituições de Ensino Superior com Cursos de graduação na área da saúde nos 02 estados. Conhecimento das estruturas das equipes de docentes cursos na área da saúde e da ESP/SES quanto a composição, número de profissionais, categoria profissional, tempo de atuação na docência em saúde; 2. Identificação e análise das atribuições dos docentes, dos tipos de estágios, das práticas contínuas de educação, do trabalho em equipe, construção de competências e habilidades e conceitos da EIP; 3. Analise das concepções, significados, estratégias, barreiras/facilitadores para coordenadores e docentes dos cursos de formação sobre o desenvolvimento e implementação de abordagens da EIP; 4. Alinhamento conceitual sobre as condições da formação em saúde e inserção da EIP na formação em saúde;5. Estabelecimento ou proposição de Acordos interinstitucionais com ênfase em Programas de Formação em EIP disponibilizado, produção de material científico com os resultados; organização de fluxos entre as universidades e rede de saúde com processos formativos e informativos permanentes na perspectiva da EIP e da Prática Colaborativa.
A formação em saúde proposta pelo Ministério da Saúde, pela OPAS e OMS é o estofo desse projeto que aposta com seus resultados oferecer subsídios, apontar possibilidades e aprofundar análises e reflexões sobre a EIP. A partir das experiências e concepções de docentes/discentes da área da saúde ampliar e adensar o conhecimento com novos elementos impactando positivamente na formação/IES e no cotidiano de trabalho/SUS. Tem como lócus Instituições de Nível Superior, como objeto a formação em cursos de graduação em saúde e pós-graduação lato sensu, como categorias EIP e as Práticas Colaborativas na atenção à saúde. Ainda em execução destaca-se como oportunidade única apresentar em Congresso da ABRASCO e assim problematizar questões que incidam sobre a formação em saúde e que certamente irão acrescentar o escopo do projeto com novos conhecimentos e reflexões que se multipliquem e subsidiem ações, programas, estratégias em formação em saúde.
BARR H, BEUNZA J. La educación interprofesional: Una visión económica. La triple meta para el futuro de la sanidad. Papeles de economía española. 2014;142. BATISTA, N. Educação Interprofissional em Saude: Concepções e Praticas. Caderno FNEPAS • Volume 2 • Janeiro 2012 COSTA,M.V. A educação interprofissional no contexto brasileiro: algumas reflexões. Interface (Botucatu) vol.20 no.56 Botucatu Jan.Mar. 2016 REEVES S, FLETCHER S, BARR H, BIRCH I, BOET E. et al A BEME systematic review of the effects of interprofessional education: BEME Guide No. 39. Medical Teacher. 2016;38(7):656-668. OPAS,https://www.educacioninterprofesional.org/pt/oficina-de-trabalho-plano-p... Organización Mundial de la Salud. Estrategia mundial de recursos humanos para la salud: personal sanitario 2030. OMS; 2014. Disponible en: http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA69/A69_38-sp.pdf
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