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Resumo

Resumo

Projeto de Extensão de Educação Permanente (EP) para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Controle de Endemias (ACE) sobre a pandemia de COVID-19 nas unidades de Atenção Primária em Saúde (APS) dos municípios da Baixada Litorânea/RJ. Objetivos: descrever experiência de EP para ACS e ACE, contribuindo com o conhecimento desses profissionais para o enfrentamento da pandemia de Covid-19; possibilitar aos graduandos de Enfermagem conhecimento teórico-prático em vigilância em saúde e aproximá-los da prática de EP, competência do Enfermeiro. Metodologia: Iniciou-se pela pactuação do elaborado por docentes de Enfermagem do Campus da Universidade Federal Fluminense de Rio das Ostras (CURO) e Comissão de Integração Ensino Serviço (CIES) da Baixada litorânea/BL/RJ. Coube às docentes: preparo do conteúdo, organização do corpo docente (9), seleção de bolsistas (5), plataforma virtual, realização de três encontros para cada município; CIES selecionou os participantes dos nove municípios, divulgou garantiu a realização da EP. Inscritos:154 ACS, 41 ACE, 45 Enfermeiras/os, 14 apoiadores. Resultados: Realizados seis encontros de nove previstos (08/09/20 a 10/10/20), observa-se: efetiva participação e interesse dos profissionais, poucos problemas com a conexão de internet e plataforma. Considera-se importante para formação em saúde a educação no trabalho conforme as premissas da Política de EP.

Introdução

Relata-se experiência em andamento de EP com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Controle de Endemias (ACE) sobre estratégias de enfrentamento da COVID-19 em unidades de atenção primária em saúde (APS) dos municípios da Baixada Litorânea. Trata-se de ação extensionista de docentes e discentes de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense/Campus Rio das Ostras, partícipe da Comissão de Integração Ensino-Serviço (CIES) da Baixada Litorânea/RJ (BL/RJ). Projeto elaborado em parceria para atender à necessidade das unidades de saúde em mitigar a infecção causada pela pandemia da COVID-19 na região. A adoção de medidas para controlar a fonte de infecção, interromper a rota de transmissão e proteger as pessoas suscetíveis são ações recomendadas para conter o avanço da doença, enquanto busca-se abordagens terapêuticas para tratar as suas manifestações mais graves¹. Tais medidas aderem-se ao trabalho dos ACS e ACE das equipes de atenção básica ou de uma equipe de saúde da família conforme a Política Nacional de Atenção Básica². Preparar esses Agentes tornou-se relevante e urgente utilizando-se do potencial da EP como política e estratégia pedagógica³.

Objetivos

Descrever experiência de EP para ACS e ACE dos municípios da região da BL/RJ, contribuindo com o conhecimento desses profissionais para o enfrentamento da pandemia de COVID-19 em seus territórios de cuidado; possibilitar aos graduandos de Enfermagem conhecimento teórico-prático em vigilância em saúde para a COVID-19 e aproximá-los da prática de educação permanente, inerente ao trabalho do Enfermeiro.

Metodologia

Trabalho descritivo, que sistematiza experiência de EP, em realização desde julho/20, término previsto dezembro/20, envolvendo as etapas de planejamento, execução, avaliação e apresentação de relatórios a UFF e CIES, sob a responsabilidade de docentes (9) e discentes (6). Na EP inscreveram-se 154 ACS, 41 ACE, 45 Enfermeiras/os, 14 “apoiadores” com outras formações. As atividades acontecem de forma virtual, quinzenalmente, às terças, quartas e quintas, no horário de 16:00 às 18:00 h, de 08/09 a 08/10. Dividiu-se os nove municípios participantes em três grupos, com três municípios cada, pela disponibilidade dos trabalhadores; foram propostos três encontros por grupo. A inclusão dos participantes deu-se pela indicação dos representantes dos municípios na CIES e pela disponibilidade de acesso à internet. Os encontros são online, pela plataforma virtual Google Meet. As exposições são dialogadas, intervenções pelo chat e de forma direta, com abertura da câmera e microfone pelo participante. Resultados e Discussão Parte-se da premissa que a APS é espaço de cuidado primordial nessa pandemia por permitir o conhecimento do território, acesso, vínculo entre o usuário e a equipe de saúde, integralidade da assistência; aspectos importantes para o monitoramento das famílias vulneráveis, acompanhamento aos casos suspeitos e leves, dos egressos de internações hospitalares4. Dos três encontros previstos, dois já foram realizados, sobre aspectos clínicos e epidemiológicos da COVID -19 e o processo de trabalho dos ACS/ACE diante da pandemia. Cada encontro contou com uma média de 80 profissionais, predominando perguntas e intervenções sobre a utilização de EPI, higiene das mãos, exames e diagnóstico, transmissão intradomiciliar e de mães amamentando, pacientes vulneráveis, insuficiência de insumos, a ética na abordagem do usuário, abordagem terapêutica, realização de visitas domiciliares, o sofrimento mental das famílias e dos trabalhadores, etc. Em algumas unidades ACS, ACE e Enfermeira (o) participaram dos encontros juntos nas UBS, possibilitando a inclusão de outros profissionais não inscritos inicialmente. Avaliações no chat são elogiosas, sugerem mudança de horário.

Conclusões / Considerações finais

Considera-se a experiência como positiva, a participação dos profissionais superou a expectativa, as interferências tecnológicas relacionadas com a internet e dificuldades com a plataforma não foram significativas. Ressalta-se a compreensão da APS como importante para o controle da pandemia é o pensamento dominante nos grupos, embora não faltem críticas ao desfinanciamento e sucateameento do SUS. A efetivação do projeto permitiu resgatar aspectos importantes do Política de EP, tais como a problematização do trabalho da equipe como indutor de processos educativos; profissionais de diferentes formações participando de um mesmo momento de educação; a participação de Instituição formadora de Enfermagem trocando conhecimento e favorecendo a formação de novos profissionais à partir das experiências vividas e relatadas pelos trabalhadores.

Referências

1. Zhang, W. Manual de prevenção e controle da Covid-19 segundo o Doutor Wenhong Zhang. São Paulo: Polo Books, 2020. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n. 2.436 de 21 de setembro de 2017. Brasília: Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 2017. 3. Brasil, Ministério da saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento? [Internet] 2018 [Citado 2020 Jul 22]. Aviable from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_educacao_per... 4. Sarti, T et. al. Qual o papel da Atenção Primária à Saúde diante da pandemia provocada pela COVID-19? Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 29 (2), e2020166, 2020. DOI: 10.5123/S1679-49742020000200024.

Eixo Temático
  • 7. Política, Planejamento e Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde