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Verifica-se como fundamental para a atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como para dar seguimento aos princípios do SUS, a qualificação e profissionalização dos gestores em saúde. A presente pesquisa teve como objetivo analisar a inserção e a trajetória profissional dos egressos do curso de graduação em Administração em Sistemas e Serviços de Saúde, da UERGS. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualitativa. Para tanto, utilizou-se da coleta de dados primários, através de um questionário - plataforma googleforms-, enviado aos e-mails dos egressos. Dos 191 egressos, se obteve contato com 93, e, desses, 32 responderam ao questionário. Os dados produzidos foram analisados por meio de análise de conteúdo. Constatou-se que 90,6% das pessoas analisadas estão inseridas no mercado de trabalho, sendo que 43,8% atuam na área de formação. Buscando entender onde estão inseridos profissionalmente os 32 egressos analisados,descobriu-se que 15 atuam em empresas públicas, oito em empresas privadas, três possuem empresas próprias, e dois são autônomos, para os demais a resposta não se aplica. Dentre os principais desafios enfrentados pelos egressos, observamos nas respostas abertas que a falta de experiência é um dos fatores que influenciam bastante na hora de conseguir um emprego.
As escolhas profissionais ocorrem por diversos motivos, entretanto, muitas pessoas exercem profissões diversas do planejado ou de sua formação acadêmica. Com os profissionais do SUS, não é diferente. Assim, percebe-se como fundamental para a manutenção do Sistema, a qualificação destes. Neste sentido, o Curso de Bacharel em Administração em Sistemas e Serviços de Saúde, da UERGS, surgiu em 2001, a fim de formar profissionais capacitados a realizar e coordenar ações essenciais para a implementação do modelo assistencial pretendido pelo SUS. Segundo Ceccim (2002), este foi o pioneiro na graduação da área de saúde coletiva e, na época, teve alta procura. Contudo, sofreu uma mudança político-educacional em 2005, sendo reorientado para a área da administração. Este, que antes era voltado a construção de profissionais qualificados para atuarem no campo da saúde coletiva, atualmente, busca a formação de administradores. Para Masagão e Bottega (2017, p.67), esta mudança ocorreu em resposta ao contexto social que se apresenta, a partir “das necessárias mudanças na implementação de um sistema de saúde tão complexo e com tantos desafios a serem superados”.
Analisar a inserção e a trajetória profissional dos egressos, do Curso de Administração em Sistemas e Serviços de Saúde, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), desde a criação do curso (2001) até o segundo semestre de 2018.
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva. O estudo utilizou-se da coleta de dados primários, através de um questionário, gerado na plataforma googleforms. O contato com os participantes ocorreu através de e-mail enviado aos endereços eletrônicos dos egressos. Dos 191 egressos, obtidos pela Secretaria do Curso de Graduação em Administração da UERGS, conseguiu-se contato com 93, e, desses, 32 responderam ao questionário. Os dados produzidos foram analisados por meio de análise de conetúdo. Para responder ao questionário, obrigatoriamente, o participante deveria aceitar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, seguiu as normas da CONEP/MS e as Resoluções 466/2012 e 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, as quais regulamentam as especificidades éticas em pesquisas com seres humanos. Resultados e Discussão Ao analisar os questionários, verificou-se a percepção sobre a formação acadêmica, a situação profissional do participante, bem como o local de exercício das atividades e o regime de contratação, os principais aspectos do curso de administração da UERGS que auxiliaram ou dificultaram essa inserção, e, por fim, as questões externas que influenciaram na decisão da atividade exercida. Constatou-se que 90,6% das pessoas analisadas estão inseridas no mercado de trabalho, sendo que 43,8% atuam na área de formação.Verificando-se como foram feitas as escolhas profissionais, percebeu-se que 21,9% encontraram oportunidade melhor em outra área, e para 18,8%, o mercado de trabalho está saturado, procurando trabalho em outros setores. Buscando-se entender onde estão inseridos profissionalmente os 32 egressos analisados, descobriu-se que 15 atuam em empresas públicas, oito em empresas privadas, três possuem empresas próprias, e dois são autônomos, para os demais a resposta não se aplica.Dentre os principais desafios enfrentados pelos egressos, observamos nas respostas abertas que a falta de experiência é um dos fatores que influenciam bastante na hora de conseguir um emprego.
O presente estudo mostra-se importante para compreender a efetividade do Curso. Atualmente, de acordo com os resultados do ENADE (2018), os egressos do curso de Administração em Sistemas e Serviços de Saúde, da UERGS, estão saindo extremamente qualificados para inserir-se no mercado de trabalho. Para os participantes da pesquisa, para conseguir uma boa colocação após a conclusão do curso, é preciso atualizar-se constantemente, bem como adquirir boas experiências profissionais e extracurriculares ao longo da formação. Por fim, entende-se que pesquisas dessa natureza colaboram não apenas com a instituição de ensino, quando traz para análise e discussão possíveis alterações no currículo ou na forma que são ministradas algumas disciplinas, mas também auxiliam os alunos e futuros ingressantes do curso à refletirem o caminho que estão seguindo e o que podem fazer para concluir a graduação com a experiência necessária para se inserir no mercado de trabalho.
CECCIM, Ricardo Burg. Inovação na preparação de profissionais de saúde e a novidade da graduação em saúde coletiva. Boletim da saúde, Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 9-38, 2002. MASAGÃO, Simone Leite; BOTTEGA, Carla Garcia. O conceito de saúde na ótica dos estudantes: contribuições para a formação de profissionais para o Sistema Único de saúde. Revista Eletrônica Científica da UERGS, [S.l.], v. 3, n. 1, p. 63-82, abr. 2017. ISSN 2448-0479. Disponível em:
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