APLICAÇÃO DE ATIVIDADE TEÓRICO-PRÁTICA DE EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE EM UM CENTRO EDUCACIONAL EM JOINVILLE-SC: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Vol.1 - 2021 - 137229
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Resumo

Resumo

Este relato de experiência tem como objetivo evidenciar a promoção de educação em saúde, com foco nas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e drogas ilícitas em um grupo de 85 alunos pertencentes a um Centro de Educacional para Jovens e Adultos da Rede Municipal de Ensino de Joinville-SC. Com enfoque no trabalho em equipe e interprofissionalidade, o estudo foi promovido por acadêmicos da área da saúde do Projeto PET-Saúde em conjunto com acadêmicos da disciplina Práticas Interprofissionais em Saúde (PIS). Promoveu-se uma oficina educativa, além da aplicação de um pré-teste e pós-teste, após a intervenção para avaliação do conhecimento adquirido pelos participantes. Os resultados apontaram uma redução percentual nos erros das questões objetivas. Apesar da abstenção de 11 alunos no preenchimento do pós-teste, notou-se uma pequena variação dos valores absolutos das respostas corretas e uma redução no percentual de erros em cada questão. A ação contemplou o objetivo de educação em saúde e de prática integrativa e propiciou uma experiência aos acadêmicos de interprofissionalidade aplicada à saúde pública. Portanto, faz-se necessário a implementação de novas intervenções para educação continuada em saúde.

Introdução

A educação em saúde torna-se uma importante vertente à prevenção, e, quando posta em prática, preocupa-se com a melhoria das condições de vida e de saúde das populações. Assim, dentro dos princípios do SUS, as práticas interprofissionais e colaborativas são consideradas conceitos integrados. Nesse contexto, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) têm sido causa de agravos em crianças, adolescentes, adultos e idosos. A não adesão aos métodos contraceptivos, a falta de informação sobre medidas de prevenção de ISTs, a curiosidade pelas drogas, bem como a necessidade de afirmação grupal tornam os jovens um público alvo para este tema. Dessa maneira, as pessoas que utilizam álcool e drogas são grupo de risco pelo contágio de HIV/AIDS e hepatites virais, seja pelo risco de exposição sexual ou compartilhamento de objetos para drogadição. Sendo assim, o Ministério da Saúde recomenda que tecnologias de grupo sejam utilizadas nas atividades com adolescentes, como estratégias de intervenção para as atividades de educação em saúde, dentro do contexto de ISTs.

Objetivos

Este relato tem por objetivo descrever a experiência de uma intervenção teórico-prática de estratégia de educação interprofissional em saúde da disciplina PIS (Práticas Integradas em Saúde) e do projeto PET-Saúde da Universidade da Região de Joinville realizada em um Centro Educacional, voltado à educação profissional de jovens e adultos em Joinville-SC.

Metodologia

A ação foi realizada em um Centro Educacional através do preenchimento de questionários, sem identificação e com assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) de todos participantes. A intervenção proposta por alunos dos cursos de medicina, farmácia, psicologia, odontologia, enfermagem e educação física que compõem PET-Saúde objetivou promover e avaliar a educação em saúde, com foco nas ISTs e uso de drogas ilícitas. Este processo contemplou 4 momentos, sendo a primeira a aplicação de um pré-teste individual com questões de múltipla escolha sobre ISTs. Após esse período, foi realizado uma ação denominada “Mitos e verdades sobre ISTs e Drogas”. Posteriormente, ocorreu o pós-teste com as mesmas perguntas do primeiro período. Por fim, realizou-se a distribuição de folders contendo informações sobre as ISTs elaborados pelos acadêmicos, contando com uma discussão final para sanar algumas dúvidas dos alunos do Centro Educacional. Resultados e Discussão Apesar da abstenção de 11 alunos no preenchimento do pós-teste, nota-se uma pequena variação entre os valores absolutos das respostas corretas nos testes. Entretanto, evidenciou-se uma redução no percentual de erros em cada questão. Nas questões 1, 2, 3, 4 e 5, houve uma redução de erros de 30,53% para 21,17%; de 40% para 30,58%; de 27,37% para 12,94%; de 76,85% para 68,24% e de 34,74% para 25,88%, respectivamente. Os testes também contemplavam perguntas subjetivas sobre malefícios da drogadição, tendo como principais respostas o risco de morte violenta, perda de contato familiar e prejuízo à família. Embora o impacto desta ação interprofissional em saúde tenha demonstrado redução percentual nos erros das questões objetivas, é importante destacar a necessidade de realização de novas intervenções que contemplem temáticas ISTs e uso de drogas, uma vez que os resultados desta ação interprofissional em saúde extrapolam os valores absolutos e percentuais nos questionários pré e pós-teste ao criarem um espaço de discussão e de debates de conceitos errôneos e corretos sobre IST’s e prevenção ao uso de drogas.

Conclusões / Considerações finais

A intervenção realizada demonstrou a aplicabilidade das práticas interprofissionais em saúde por meio de um exercício integrativo de educação, o qual se demonstrou uma ferramenta importante de promoção à saúde. Sendo assim, a ação teórico-prática propiciou uma rica experiência aos acadêmicos do PET-Saúde, conjuntamente com os acadêmicos da disciplina PIS, permitindo uma abordagem preventiva à comunidade. Portanto, reitera-se a importância de novas intervenções de educação interprofissional por acadêmicos da área da saúde para promoção de saúde pública no Brasil, fazendo com que ocorra o fortalecimento do trabalho colaborativo e da comunicação das equipes de saúde, e, portanto, a diminuição da fragmentação do cuidado em detrimento da integralidade no SUS.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Redução de danos. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. 2020. MONTEIRO, Natália. Comportamento de risco eleva infecções sexualmente transmissíveis no Brasil. Ministério da Saúde. 08 Fevereiro 2020. OLIVEIRA, Hadelândia Milon de; GONCALVES, Maria Jacirema Ferreira. Educação em Saúde: uma experiência transformadora. Rev. bras. enferm., Brasília, v. 57, n. 6, p. 761-763, 2004 . SOARES, Gisele Maria Melo. Colaboração e educação interprofissional na pós-graduação em saúde: estudo de caso de residência multiprofissional em saúde da família. Curso de Mestrado Acadêmico em Saúde Pública. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza. 2015. SOUZA, Márcia M. et al. Programa educativo sobre sexualidade e horário de verão: relação de experiência com grupo de adolescentes. Rev. bras. enferm., Brasília, v. 60, n. 1, p. 102-105, 2007.

Eixo Temático
  • 7. Política, Planejamento e Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde