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Introdução: A descentralização da saúde requereu um aumento da sua força de trabalho com permanente qualificação. O Curso de Especialização Educação em Saúde Coletiva: Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, 2018-2019, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, financiado pelo Ministério da Saúde, adotou a preceptoria como uma dimensão educativa na integração ensino-serviço. Objetivos: reafirmar a relevância da educação em saúde no âmbito municipal, na perspectiva da integração ensino-serviço; socializar a experiência do Curso e da preceptoria como estratégia de ensino-aprendizagem. Metodologia: relato de experiência da execução do referido Curso, com 40 vagas, dirigido a profissionais da gestão dos municípios da região metropolitana de Porto Alegre e bacharéis em Saúde Coletiva e demais profissões na condição de bolsistas-cursistas. Resultados e Discussão: Um diferencial deste Curso foram as atividades teórico-práticas, equivalentes ao ensino-serviço, e como nas residências em saúde, com inclusão da preceptoria como integrante da função de educador. Conclusões: Uma ativa atuação de trabalhadores da saúde municipais e bolsistas, compôs um processo educativo que possibilitou mudanças nas relações, nos processos de trabalho e no desenvolvimento de novos perfis para atender as necessidades no campo da gestão no SUS.
A descentralização da saúde e as atribuições da esfera municipal na oferta de serviços de saúde demandaram um aumento da sua força de trabalho, e por conseguinte, a criação de mecanismos de formação e qualificação dos seu profissionais. Neste contexto, se realizou o Curso de Especialização Educação em Saúde Coletiva: Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, 2018-2019, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, financiado pelo Ministério da Saúde. O Curso proporcionou aprendizagens sobre a relevância da integração ensino-serviço, e reafirmou a importância do município na oferta de serviços e ações de saúde para a população, pela sua capilaridade e pelo trabalho dos seus profissionais e gestores. A política de gestão do trabalho e da educação na saúde é imprescindível para o SUS seguir como política pública na direção da universalidade e da integralidade. Se destaca no processo formativo a adoção da preceptoria como uma dimensão educativa nos cenários de práticas com os cursistas e bolsistas, realizada por duas mestrandas do programa de Saúde Coletiva e egressas do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva.
O presente resumo tem por objetivos: a) reafirmar a relevância da educação em saúde no âmbito municipal, na perspectiva da integração ensino-serviço; b) socializar a experiência da realização do Curso, e, c) destacar a preceptoria como estratégia de ensino-aprendizagem que qualificou a realização do curso de especialização.
Este resumo consiste em um relato de experiência da execução do referido Curso Lato-Sensu, com 40 vagas, dirigido a profissionais da gestão dos municípios da região metropolitana de Porto Alegre e bacharéis em Saúde Coletiva e demais profissões na condição de bolsistas-cursistas. Sua carga-horária foi de 720 horas distribuídas igualmente entre atividades teóricas e teórico-práticas. As atividades teóricas foram conduzidas por docentes de seis cursos da área da saúde da Universidade. As atividades teórico-práticas foram realizadas nos setores de trabalho dos profissionais cursistas em conjunto com um cursista-bolsista responsável por ativar processos de educação e gestão do trabalho, acompanhados pela preceptoria. Os cenários de práticas foram as esferas da gestão: secretário/a municipal de saúde; coordenadores/as e assessores/as dos municípios e do COSEMS/RS na atenção básica, média complexidade e urgências e emergências, vigilância da saúde, regionalização e educação na saúde. Resultados e Discussão A Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde se constitui uma política pública afetada com o avanço da privatização, a flexibilização das condições de trabalho, e o subfinanciamento do SUS (FUNCIA, 2019). A Educação na Saúde é premissa constitucional do SUS, orientando as responsabilidades municipais para a integralidade da atenção à saúde em consonância com as necessidades sociais em saúde. Um diferencial deste Curso foram as atividades teórico-práticas, equivalentes ao ensino-serviço, e como nas residências em saúde, com inclusão da preceptoria. Esta é integrante da função de educador (FAJARDO; CECCIM, 2010), transitando entre o cotidiano do trabalho e a formação, trazendo estratégias para as questões inerentes ao processo de ensino-serviço. Problematiza as experiências de trabalho, oferta apoio pedagógico e cuidado com os cursistas, percorrendo trajetórias entre o seu conhecimento específico, experiências de trabalho e a conexão entre teoria e prática (LIMA; ROSENDO, 2015). A atuação das preceptoras contribuiu no processo formativo agregando conhecimentos, favorecendo a troca de experiências e o entendimento de situações semelhantes já experimentadas na gestão em saúde.
As atividades desenvolvidas pelo curso ressaltaram o compromisso com a produção educativa das equipes de gestão municipal do Sistema Único de Saúde. Possibilitou a expressão de saberes e de práticas, o encontro interprofissional e interdisciplinar, dando ao cotidiano maior potência de aperfeiçoamento da gestão, da atenção, da formulação e da execução de políticas públicas aliados a gestão loco-territorial, a integralidade do cuidado, a formação-intervenção com práticas educativas no cotidiano e a intervenção crítico-colaborativa em redes de atenção e gestão. Houve a valorização do cotidiano do trabalho dos cursistas e o conhecimento construído durante sua trajetória, esta produtora de conhecimento, através do processo de preceptoria. Uma ativa atuação de trabalhadores da saúde municipais e bolsistas, compôs um processo educativo que possibilitou mudanças nas relações, nos processos de trabalho e no desenvolvimento de novos perfis para atender as necessidades no campo da gestão no SUS.
FAJARDO, A.P.; CECCIM, R.B.C. O trabalho da preceptoria nos tempos de residência em área profissional da saúde. In: FAJARDO, A.P; ROCHA, C.M.F.; PASINI, V. L. Residências em saúde: fazeres & saberes na formação em saúde. Porto Alegre: HNSC, 2010. FUNCIA, F.R. Subfinanciamento e orçamento federal do SUS: referências preliminares para a alocação adicional de recursos. Ciênc. saúde coletiva vol.24 no.12 Rio de Janeiro Epub Nov 25, 2019. Disponível em: . Acesso em: 10 jan. 2020. LIMA, P.A.B.; ROZENDO, C.A. Desafios e possibilidades no exercício da preceptoria do Pró-PET-Saúde. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-32832015000500779&script=sci_.... Acesso em: 6 jun. 2020
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