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Objetivo: Verificar a relação da necessidade da continuidade para assistência de incapacidade funcional à saúde em adultos e idosos que receberam alta após hospitalização por COVID-19. Método: Avaliamos 49 indivíduos, ambos sexos, após 30-45 dias da internação por COVID-19. Coletamos relatos telefônicos referentes a orientação para continuidade do cuidado à saúde e avaliamos presencialmente: 1.Equilíbrio; 2.Independência Funcional; 3.Força muscular global e específica de membros inferiores(MMII). A análise estatística foi realizada no software JASP com nível de significância p
A COVID-19 é uma condição relativamente nova e, portanto, existem poucos estudos na literatura sobre os impactos do período de internação na funcionalidade pós-alta hospitalar nesses pacientes. A permanência prolongada na UTI, associada ao baixo nível de atividade no leito e, em alguns casos, imobilização na postura prona pode levar a fraqueza muscular, neuropatias, disfunções articulares, e prejuízos de equilíbrio e limitações nas atividades de vida diária desses pacientes. Achados clínicos na literatura mostram que mesmo que os pacientes recebam alta e estejam clinicamente “curados” da COVID-19, algumas disfunções podem permanecer. É de suma importância conhecermos o cenário e as demandas dos pacientes que receberam alta hospitalar para que consigamos, de forma assertiva, referenciá-los para que deem continuidade ao seu cuidado em saúde.
Verificar a relação da necessidade da continuidade para assistência de incapacidade funcional à saúde em adultos e idosos que receberam alta após serem hospitalizados por COVID-19, assim como verificar tal necessidade com o direcionamento para a continuidade no cuidado à saúde no momento da alta hospitalar.
Foram avaliados 49 pacientes, ambos sexos, após 30-45 dias de internação por COVID-19 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Coletamos relatos telefônicos dos pacientes que responderam a pergunta: “Recebeu orientação verbal ou por escrito para ir até algum lugar acompanhar seu cuidado em saúde após a alta hospitalar?” - Os pacientes que responderam sim formam o Grupo 1(G1) e os que responderam não formam o Grupo 2(G2). Também foram feitas avaliações presenciais para avaliarmos: 1.Equilíbrio (Brief-Balance Evaluation Systems Test-BBT); 2.Independência Funcional (Escala de Lawton & Brody-LB); 3.Força muscular global e específica de membros inferiores (MMII) (Teste de sentar e levantar 5 vezes-TSL5x). A análise estatística foi realizada no software JASP com nível de significância p
Não houve diferença na média dos testes funcionais entre grupos, o que mostra que não houve critério de necessidade assistencial para incapacidade funcional para orientar os pacientes quanto à continuidade no cuidado à saúde. Nosso estudo levanta uma discussão relevante acerca da importância do referenciamento direcionado para que os pacientes que receberam alta hospitalar devido a COVID-19 possam dar continuidade ao seu cuidado em saúde de forma personalizada de acordo com suas demandas, garantindo assim o princípio de integralidade do SUS. A literatura já mostra a necessidade da reabilitação nos pacientes pós-hospitalização, trazendo sintomas como fraqueza, diminuição da capacidade física frente aos exercícios, disfunções do sono, dispneia leve, ansiedade, medo e desmotivação como disfunções remanescentes nos pacientes que receberam alta hospitalar.
Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 set. 1990a. Seção 1. Disponível em: . Acesso em: 28 set. 2020 Li J. Rehabilitation management of patients with COVID-19: lessons learned from the first experience in China. Eur J Phys Rehabil Med 2020;56:335-8. DOI: 10.23736/S1973-9087.20.06292-9) Demeco et al. Rehabilitation of patients post-COVID-19 infection: a literature review. J Int Med Res 2020;48(8):1–10. DOI: 10.1177/0300060520948382 Smith, JM, Lee, AC, Zeleznik, H, Scott, JPC, Fatima, A, Needham, DM, et al. Home and Community-Based Physical Therapist Management of Adults With Post–Intensive Care Syndrome. Physical Therapy. 2020. doi.org/10.1093/ptj/pzaa059.
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