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O Brasil é um dos principais países produtores de laranja do mundo, mas as doenças pós-colheita, principalmente o bolor-verde (Penicillium digitatum (Pers.) Sacc), representam um problema sério para os produtores. O objetivo do trabalho foi determinar o efeito dos óleos essenciais de alecrim (Rosmarinus officinalis L.) e canela (Cinnamomum verum L.) no manejo do bolor-verde, na qualidade pós-colheita e na atividade enzimática ligadas à indução da resistência em frutos de laranja ‘Pera’. Os experimentos foram conduzidos no Laboratótio de Fitopalogia, na Universidade Federal da Paraiba, Campus II, Areia, Paraíba. Os tratamentos utilizados para os testes in vitro, in vivo, avaliações físico-químicas e atividade enzimática dos frutos foram os óleos de R. officinalis e C. verum nas concentrações 0; 0,25; 0,5; 0,75 e 1,0 μL mL-1 e o fungicida (Tiabendazol) (0,12 g L-1). Os frutos de laranja ‘Pêra’ foram adquiridos na Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviço Agrícolas (Empasa) em Campina Grande, PB. Os óleos essenciais não apresentaram ação fungitóxica sobre P. digitatum in vitro, porém proporcionaram redução da severidade do bolor-verde e mantiveram a qualidade pós-colheita em frutos de laranja ‘Pera’. A atividade enzimática da peroxidase foi estimulada pelos óleos de alecrim nas concentrações 0,75 e 1 µL L-1 e canela nas concentrações de 0,5; 0,75 e 1 µL L-1. A enzima fenilalanina amônia-liase apresentou maior atividade para os óleos de alecrim a 1,0 µL L-1 e canela nas concentrações de 0,5; 0,75 e 1 µL L-1. A enzima polifenoloxidase não foi estimulada pela utilização dos óleos essenciais nos frutos.
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