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O girassol (Helianthus annuus L.) possui expressiva relevância econômica, mas sua longevidade pós-colheita é limitada pelo esgotamento de reservas. A qualidade das hastes florais é determinada pelo manejo pré-colheita, onde o uso de bioinsumos surge como estratégia para otimizar o metabolismo e o acúmulo de compostos bioativos. Este estudo objetivou avaliar os efeitos bioquímicos da aplicação foliar de um extrato nanoformulado da macroalga Kappaphycus alvarezii em girassóis, visando fortalecer o vigor e a durabilidade pós-colheita. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (0, 1, 2, 5 e 10 mL L⁻¹) e 18 plantas por grupo, aplicados do estádio vegetativo à floração. Foram quantificadas as concentrações de clorofilas totais, a e b, carotenoides, proteínas, aminoácidos, açúcares solúveis e amido foliar. Os dados foram submetidos à ANOVA e teste de Tukey (p < 0,05). A aplicação do extrato promoveu incrementos metabólicos dose-dependentes, essenciais para a resistência ao estresse do corte. Plantas tratadas com 1 e 2 mL L⁻¹ apresentaram maiores teores de pigmentos fotossintéticos, fundamentais para a manutenção da cor e atraso da senescência. O tratamento com 10 mL L⁻¹ elevou significativamente os açúcares solúveis e proteínas, substratos vitais para o metabolismo respiratório pós-colheita. Maiores teores de aminoácidos ocorreram em 5 mL L⁻¹ e de amido em 2 mL L⁻¹, reforçando o status energético da planta. Conclui-se que o extrato nanoformulado de K. alvarezii atua como potente modulador bioquímico, preparando a planta para uma vida de vaso prolongada e maior qualidade comercial de flores.
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